21 de fevereiro de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Viver em condomínio

A insegurança e o medo estão levando um número cada vez maior de pessoas a  morar em condomínios. Como conseqüência o número deles não para de crescer.

Se antes eles eram  verticais em apartamentos, atualmente, principalmente  no interior, está havendo um incremento enorme dos condomínios horizontais com suas casas protegidas por muros e cercas.  É a triste opção que restringe e enclausura as pessoas de bem e deixa  marginais vivendo soltos.  Ao contrário do que imaginava antes de morar num, o convívio entre os moradores é muito restrito. Normalmente se limita aos cumprimentos formais e algum comentário rápido. Raramente uma visita acontece sem aviso prévio. No máximo um toque na  campainha para avisar que esquecemos a torneira ligada ou outro aviso de orientação.

Mesmo com quem mantemos laços de amizade há tempos não acontecem visitas sem motivo formal ou avisadas com antecedência. Ainda que convivendo numa comunidade a privacidade prevalece. Efeitos dos tempos atuais em que as pessoas chegam em casa  ávidas para encontrar o repouso indispensável para repor as energias. Viver em condomínio para quem pode é uma opção.  Como toda escolha tem seus aspectos positivos e os restritivos. O positivo é a sensação de segurança, um certo ar de tranquilidade, o retorno de hábitos menos tensos. O preço, além do financeiro: ajusta-se a uma série de regras, atende a restrições e compartilha procedimentos gerais com pessoas de diferentes estilos e estágios de vida. E,  de vez  em quando,  enfrentar situações de certa forma  lúdicas. Porque se no passado,  ocasionalmente surgiam divergências entre vizinhos por causa de atritos entre os filhos, atualmente tem “encrencas” ocasionadas por brigas de cachorros. O que infelizmente, por mais normatizado e organizado que o condomínio seja não tem como resolver é o bom senso que deve predominar em todo convívio social.

Não tem regra que assegure como ser cordial, respeitar o outro, ser simpático e agradável para receber o mesmo em troca. E, principalmente,  não se incomodar com a alegria do vizinho porque sua vida é aborrecida. Afinal alegria de vizinho nunca poderia nos aborrecer. Muito pelo contrário.

Difícil é o que vivemos há alguns anos  quando um acidente de carro vitimou 3 dos 4 membros da família vizinha.  Não ficamos ilesos na dor dessa tragédia. A dor e a tristeza dessa tragédia  ficou  também na gente. E muito. Claro que, por mais flexíveis que sejamos, se o vizinho mantiver hábitos muito frequentes de extravasar seu comportamento faz sentido um enquadramento.

Agora ficar incomodado e reclamando porque,  ocasionalmente, em função de um aniversário ou outra comemoração qualquer haja um pouco mais de ânimo,  não se trata de direito. É chatice mesmo!

Pena que chatice não possa ser um item prioritário de ser proibido nas convenções de condomínio…

Fonte: Correio de Uberlândia

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