30 de junho de 2015   Publicado por: Garante Araribóia

Versátil, gesso pede cuidados que vão além da estética

Atenção aos detalhes do sistema garante um forro bonito e seguro para os ambientes da casa

 | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

Unanimidade nos projetos residenciais que destacam a beleza dos ambientes, os tetos em gesso recebem cada vez mais a atenção dos proprietários e projetistas, que encontram no sistema uma solução prática para trazer exclusividade de formas e efeitos aos espaços internos. A opção pelo gesso, no entanto, demanda cuidados, principalmente com a instalação das placas.

Especialistas afirmam que, para garantir a segurança do sistema, o serviço deve ser realizado por empresas especializadas e profissionais treinados, além de estar aliado ao desenvolvimento de um projeto prévio, proporcionando a otimização e longevidade do teto. Casos de manchas, trincas ou quedas de parte do forro são raros e geralmente estão relacionados a falhas na instalação ou na manutenção das placas, lembra a designer de interiores Priscila Viana, da Integra Arquitetura e Interiores. “Instalação e bom acabamento em pintura são os segredos do gesso”, afirma.

Com uma execução adequada, o gesso pode rebaixar o teto, esconder vigas aparentes e tubulações e trazer outras vantagens que vão além dos atributos estéticos. Valdecir Pereira da Silva, proprietário da Gessopar, explica que o material contribui para o conforto térmico e acústico dos ambientes, além de ser um dos mais recomendados para evitar a propagação do fogo em casos de incêndios. “O gesso é mais resistente ao fogo do que a alvenaria”, aponta.

O arquiteto Luiz Maganhoto destaca também a agilidade na execução e a economia de recursos, uma vez que o forro de gesso dispensa a necessidade de chapisco, reboco e emboço – base para aplicação do reboco –, podendo ser aplicado diretamente sob a laje do imóvel.

 

Manutenção

À parte os cuidados com a umidade, que podem gerar problemas na estrutura, os forros de gesso não demandam grandes manutenções. Os profissionais orientam que o teto seja finalizado com massa corrida de boa qualidade e receba pintura ou outro tipo de acabamento, como texturas e até papel de parede, que atuam como impermeabilizantes [além de potencializarem o efeito decorativo]. A limpeza de rotina pode ser realizada com flanelas, aspirador de pó ou com um pano úmido.

 

 

Sistemas

Existem no mercado dois tipos de tetos de gesso: o tradicional, composto por placas de gesso de 60 cm x 60 cm, e o drywall, formado por chapas de gesso acartonado. Maganhoto explica que a opção por um dos sistemas depende das características do projeto, mas lembra que eles podem ser utilizados de forma combinada. Isso porque as placas são mais maleáveis, facilitando a modelagem de linhas curvas, enquanto o drywall favorece a volumetria linear. Forros decorados de placas de gesso custam, em média, R$ 50,00 m². Já para os de chapas acartonadas, lisos e sem detalhes, o preço gira em torno de R$ 64,00 m².

 

 

Instalação

A instalação dos tetos de gesso é, geralmente, feita diretamente sob a laje, mas estruturas de madeira e metal também podem receber o acabamento. As placas de gesso são unidas por encaixes do tipo “macho e fêmea” e suspensas por meio de tirantes de arame galvanizado presos a pinos de aço fixados na laje. As chapas de drywall, por sua vez, são parafusadas em estruturas formadas por perfis metálicos ou de aço galvanizado, que também são presos à laje.

 

 

Medidas

Para instalar o forro, a designer Priscila lembra que é importante seguir algumas medidas. O rebaixamento do teto não pode deixar o pé-direito do ambiente com menos de 2,45 m, o que causaria a sensação de enclausuramento. A distância entre o forro e a laje deve ser de pelo menos 15 cm, o que permite embutir qualquer modelo de lâmpada e deixá-la “respirar”. Para embutir o ar-condicionado no teto, a distância entre ele e a laje aumenta para 40 cm.

 

 

Ambientes

De forma geral, não há limites para a utilização de forros de gesso nos espaços internos das residências. A atenção fica para as áreas úmidas, como banheiros e lavanderias, onde o ideal é utilizar placas “verdes” de drywall, que são preparadas para resistir à umidade, principal vilã do gesso. Varandas e outras áreas externas também são inimigas deste tipo de teto por estarem expostas às intempéries do tempo e, consequentemente, à umidade. “Nelas, o recomendado é trabalhar com placas cimentícias, que têm um preparo maior para estes ambientes”, explica Priscila.

 

 

Iluminação

Facilitar a instalação da iluminação, proporcionando efeitos cênicos, é uma das principais vantagens dos forros de gesso. Por isso, o desenvolvimento de um estudo prévio que compatibilize o projeto do forro ao da instalação elétrica é fundamental para o melhor aproveitamento do sistema, como lembra Silva. Spots, leds e outras lâmpadas específicas de embutir podem ser utilizadas sem problemas. “Lustres e peças mais pesadas devem passar pelo forro e ter seus suportes fixados à laje, pois o gesso não suporta grandes pesos, podendo empenar ou cair. Na hora de embutir as lâmpadas, deve-se tomar o cuidado de não cortar as emendas e bases que estruturam o forro”, orienta Maganhoto.

 

Fonte: Gazeta do Povo

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