6 de janeiro de 2014   Publicado por: Garante Araribóia

Veia ambientalista

Publicitária já levou coleta seletiva a mais de 200 condomínios das zonas Oeste e Sul

Graças à ideia da publicitária Regina Laginestra, de 63 anos, dez toneladas de lixo deixam de ir para aterros sanitários no Rio e são remanejados para reciclagem. Ela criou o Instituto Ambientalista Reviverde, ONG que presta consultoria a prédios que queiram implementar a coleta seletiva. Em 13 anos, Regina já ajudou cerca de 200 condomínios de Barra, Recreio, Jacarepaguá e Zona Sul a terem “hábitos verdes”.

Como surgiu o seu interesse pela área ambiental?

Sou publicitária, mas tenho uma veia ambientalista. Sempre me preocupei com o destino do lixo. A gente o descarta naquele duto e acha que ele some, mas não é assim. Fui verificar como era isso no meu prédio e fiquei apavorada com a quantidade de ratos e baratas. Procurei uma associação de catadores que disse que compraria o lixo se estivesse separado. Mandei uma circular para os moradores e todo mundo adotou a ideia. No fim de um mês, compramos 11 cestas básicas com o dinheiro. Achei maravilhoso, era como descobrir o ovo de Colombo.

Foi a partir daí que você criou a Reviverde?

Percebi que não poderia deixar aquela ideia limitada ao Solar da Barra e fui até o condomínio do lado, e depois ao Portal do Bosque e a vários outros. Em 2002, montei a Reviverde com 16 pessoas, entre biólogos, designers e profissionais da comunicação. Levamos o conhecimento adquirido em forma de consultoria e treinamento para moradores e funcionários de condomínios. Em 13 anos, já foram mais de 200.

Vocês também atuam em escolas, certo?

Quando as crianças se envolvem, cobram atitude dos pais. Concluí que mudar adultos é mais difícil. Eles têm preguiça, acham que não adianta separar o lixo porque depois tudo será misturado de novo. Não é verdade. Orientamos os moradores a separarem o que é limpo e seco do lixo orgânico. Os faxineiros separam os materiais e o sucateiro compra.

O que incomoda, da perspectiva ambiental, na região?

Dá tristeza ver que as pessoas ainda deixam resíduos na areia da praia. Os turistas que vierem para a Copa vão ficar horrorizados, principalmente perto do Alvorada. O problema não é falta de coletor, é de conscientização. Também fico chateada com os quiosques que deixam chuveiros ligados direto.

A Reviverde também busca soluções para os outros tipos de lixo?

Para o lixo eletrônico, descobri a Fábrica Verde, um projeto da Secretaria de Estado do Ambiente~: eles recolhem monitores, telefones e eletrodomésticos. Transformei o meu condomínio em ecoponto, para facilitar o recolhimento dos aparelhos do entorno. Também descobrimos que a Leroy Merlin tem uma estação de reciclagem de lâmpadas fluorescentes, que são um perigo para a saúde, por causa do mercúrio. E soubemos que várias empresas que recolhem óleo vegetal para fazer sabão.

Qual é a sua opinião sobre a campanha do Lixo Zero?

É excelente porque, infelizmente, muitas vezes tem que doer no bolso para que as pessoas ajam.

Fonte: O Globo

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