20 de setembro de 2012   Publicado por: Garante Araribóia

Um condomínio para todos

São comuns dúvidas sobre a acessibilidade

Apesar do custo irrisório no valor final de um empreendimento residencial, na avaliação da arquiteta Carolina Araújo, a eliminação das barreiras arquitetônicas para deficientes físicos ou pessoas com mobilidade reduzida não tem sido objeto das construtoras em geral. Entretanto, segundo a profissional, que trabalha  para uma construtora, a acessibilidade nos condomínios tem sido uma preocupação crescente da sociedade. Ela disse que é comum na sua empresa, ouvir questionamentos do futuro proprietário de imóvel na planta sobre a existência de sanitários adequados, rampas, piso tátil e outros recursos importantes para o condômino e também para os visitantes do prédio.

Segundo a arquiteta, “mais do que a construção de rampas, é preciso maior cuidado com a segurança dos idosos e deficientes para garantir o livre acesso, independente das fases da vida ou condições de cada um. A acessibilidade é a garantia de maior independência para alguns e benefícios para todos, além de valorizar o patrimônio”, disse.

Ela alertou que tornar um prédio acessível é simples, mas exige atenção. “Muitas pessoas, na ânsia de querer ajudar, acabam colocando a pessoa com deficiência em risco. Por exemplo, as rampas de acesso. É preciso prestar atenção na inclinação correta para não haver problemas. Se o lugar for alto, pode-se resolver o problema criando dois níveis de rampas”, ressaltou Carolina.

A arquiteta deu algumas sugestões para a promoção da acessibilidade nos condomínios:

• A largura dos corredores internos para a passagem de uma cadeira de rodas é de 90 cm de vão livre. Caso seja possível a criação de uma largura maior, faça com 120 cm, para que o cadeirante possa girar para os lados.

• Observe a largura dos vãos das portas de áreas comuns. Eles devem ter, no mínimo, 80 cm entre os batentes e a porta deve abrir 90°.

• Vale lembrar também que maçanetas devem estar em uma altura confortável aos cadeirantes, assim como interruptores, campainhas, tomada, acionadores de alarme e outros.

• O piso tátil para deficientes visuais devem ser utilizados, principalmente, em grandes espaços ou locais com situações de perigo, como por exemplo, na frente de elevadores.

• As escadas internas de um condomínio devem possuir largura mínima de 120 cm, corrimão em altura confortável e faixa de piso antiderrapante nos degraus.

• Em acessos por meio de uma escadas ou degraus, é necessária a construção de uma rampa. Vale lembrar que a inclinação deve obedecer às normas técnicas, para evitar acidentes.

• Os elevadores também devem ser adaptados. É importante que não exista desnível entre o piso externo e o piso do elevador. A cabine do elevador deve ter dimensões mínimas de 110 x 140 cm e a porta com, no mínimo, 80 cm de largura. Também devem ter barras de apoio, piso antiderrapante, aviso sonoro dos andares e botões em uma altura acessível.

• Os banheiros adaptados devem estar próximos dos demais, porém, ter entradas independentes, para que a pessoa deficiente possa ser acompanhada por alguém do sexo oposto, se necessário. As medidas dos sanitários são mais amplas, e devem ser de, no mínimo, 150 cm na parede em que ficar o vaso e 170 cm na parede lateral. As louças devem estar em altura e disposição confortável, além de possuir barras de apoio.

Fonte: Folha do Condomínio

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