20 de setembro de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Terceira idade: preocupação com idosos valoriza os condomínios

O crescimento da população com mais de 60 anos no Brasil faz surgir uma nova preocupação com adaptações dos imóveis para facilitar a rotina dessas pessoas

O significativo crescimento do número de pessoas com mais de 60 anos no Brasil vem transformando o perfil dos clientes que adquirem um imóvel. Esse público exigente possui necessidades específicas que merecem atenção especial dos corretores de imóveis e das administradoras de condomínios. Atualmente, segundo dados do IBGE, a população brasileira com mais de 65 anos de idade atinge 23 milhões de pessoas, ou cerca de 10% do total de habitantes do país.

A pessoa idosa tem maiores riscos de acidentes dentro da residência. Por isso, a arquitetura exerce um papel fundamental nessa etapa, pois com a aplicação de recursos de iluminação, criação de espaços amplos, pisos seguros, entre outros, amplia-se a autonomia e a segurança, fatores essenciais quando se pensa em qualidade de vida.

A partir dessa faixa etária, a escolha por um novo imóvel inclui cuidados com as áreas coletivas, que devem possuir desníveis vencidos por rampas e escadas mais ergonômicas, portas e espaços de circulação mais generosos, pisos opacos e antiderrapantes, portas de vidro com sinalização adequada e elevadores amplos.

Além disso, as unidades devem ter adaptações específicas, como interruptores mais baixos para facilitar o alcance; tomadas mas altas para minimizar o esforço de abaixar e levantar; maçanetas em forma reta e não redondas; vasos sanitários e boxes de banheiro com barras de apoio ao redor e espaços de passagem maiores, para garantir entradas e saídas livres com possibilidade de locomoção com mais um acompanhante, cadeira de rodas ou andadores.

Christian Voelcker, vice-presidente da Auxiliadora Predial, destaca que outra preocupação dos futuros moradores é com o serviço e mão de obra disponíveis nos prédios.

“Muitos zeladores providenciam serviços para os residentes, como troca de lâmpadas e pequenos consertos domésticos. Esse fator valoriza o condomínio e muitas vezes é fator decisivo na hora do fechamento do negócio”, informa Voelcker.

Construções focadas na diversidade dos usuários ampliam a vida útil de conforto no uso dos imóveis, pois atendem as mais diversas necessidades que todas as pessoas têm ao longo da vida. O importante desse processo é perceber que esse tipo de projeto não onera significativamente as construções quando os detalhes são planejados desde o início. Por fim, os resultados podem ser esteticamente bem interessantes quando isso passa a ser um desafio do arquiteto projetista.

Fonte: Revista Pense Imóveis

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