4 de dezembro de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Sem regras claras, festas em condomínios podem gerar confusões

Fim de ano, muitas confraternizações. Seu prédio tem uma área de lazer e você está pensando em reunir os amigos para a comemoração nesse espaço. Antes de colocar essa ideia em prática e convidar a turma é importante ficar atento às regras de convivência do seu condomínio. Lembre-se que salão de festas, churrasqueira,campinho de futebol, espaço gourmet e demais itens de lazer são áreas comuns. Ou seja, pertencem a todos os moradores.

Assessora jurídica do Sindicato da Habitação (Secovi-PE), Nívea de Paula orienta os condôminos a ficarem atentos às regras estabelecidas na convenção ou no regimento interno do condomínio. “É preciso verificar o horário permitido para festas. Se há limitação de pessoas, a taxa de utilização desses espaços”, exemplifica Nívea de Paula. Uma forma de evitar problemas, ressalta, é deixar o que pode e o que não pode bem esclarecido no regimento.

No Condomínio Ilha de Córsega, no bairro da Torre, Zona Norte do Recife, quando o assunto é o uso da área de lazer não há mais problemas. O condomínio tem quatro torres, 280 apartamentos. São 700 moradores. E para manter tudo em ordem, é claro, um regimento interno. São dez parágrafos só em relação ao uso do salão de festas.

“Só são permitidas festas de moradores e até as 22h. Há uma taxa de manutenção e para evitar qualquer dano vistoriamos o salão de festas antes e depois do evento”, esclarece o síndico do Condomínio Ilha de Córsega, Carlos Alberto dos Santos. Além disso, no Ilha de Córsega quem tem menos de 18 anos não pode fazer festas no salão com consumo de bebida alcoólica. E quando autorizada, a festa para menores deve ser acompanhada por um adulto que terá de se responsabilizar pelo que acontecer. Muito rigor? O síndico diz que não: Mesmo com todas as regras definidas ainda há problemas pontuais, destaca Carlos Alberto, que administra o condomínio há dois anos e meio. Já houve, por exemplo, casos de condôminos multados por não respeitar o horário limite ou por levar banda para tocar na festa (item que consta como proibido no regimento).

Precaução

Diante de várias histórias contadas pelos amigos de confusões, o funcionário público Edilson Santana, que mora em um condomínio em Aldeia, Camaragibe, quase desistiu da ideia de fazer a festa de fim de ano do pessoal do trabalho na área de lazer do empreendimento. “Tive receio. Festa de fim de ano, as pessoas podiam exagerar na bebida”, lembra.

Ainda assim, topou o desafio e decidiu reunir os colegas de trabalho, em dezembro do ano passado, na área de lazer do condomínio. Primeiro avisou a administração sobre a festa. Decidiu agendar a confraternização durante o dia e no convite colocou o horário de encerramento. “Como a maioria ia beber, alugamos uma van para levar e buscar. Não relaxei, prestei atenção o tempo todo. Mas terminou dando tudo certo”, recorda.

Fonte: Folha de Pernambuco

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