13 de setembro de 2012   Publicado por: Garante Araribóia

Seguro residencial ganha espaço no orçamento familiar

Entre os benefícios estão limpeza de caixa d’água, chaveiro 24 horas e conserto e manutenção de pequenas avarias.

Com o sonho da casa própria cada vez mais próximo do brasileiro, a modalidade do seguro residencial deve ganhar espaço e passar a fazer parte do orçamento de muitas famílias.

De acordo com a corretora Andréa Borghesi Chaves, esse tipo de produto ainda é pouco utilizado no País. Estima-se que o número de usuários não deva ultrapassar 10% da população. ”Há uma questão cultural de se achar que o seguro de residência não é tão importante quanto o de um carro, por exemplo, mas isso não é verdade. A apólice nesses casos pode cobrir incêndios, desastres naturais, roubos, além de outras vantagens”, explica.

Entre os benefícios que estão inclusos nas apólices estão serviços de assistência residencial, com limpeza de caixa d’água, chaveiro 24 horas, conserto e manutenção de pequenas avarias, como por exemplo, vazamentos. ”Em alguns casos, as próprias seguradoras cobrem tudo, em outros, o contratante tem apenas que comprar a peça necessária em caso de alguma reposição, tudo feito rapidamente, por empresas especializadas”, diz a corretora, enfatizando a comodidade proporcionada pelo plano.

Aos interessados em adquirir um seguro residencial, a corretora alerta que a maioria dos bancos oferece esse tipo de produto, no entanto, ela aconselha a buscar também o auxílio de um profissional da área. A boa e velha pesquisa além de informações de amigos também podem fazer a diferença na hora de fechar o negócio.

Segundo ela, esses profissionais costumam trabalhar com diversas seguradoras, que oferecem o produto de forma diferenciada. ”Algumas seguradoras se especializaram em atender apartamentos, outras casas em condomínios e ainda algumas casas de rua. Isso muda os valores e o contratante pode ganhar muito. Conhecer a empresa com que está se fechando o negócio também é importante”, determina.

Andrea destaca ainda que os preços são muito variados e levam em conta tamanho, valor, localização e tipo do imóvel – casa de rua, em condomínio ou apartamento. Um ponto que faz diferença no valor final do contrato é o tamanho da cobertura estipulada em caso de roubo.
A corretora salienta que o seguro baseia-se em uma relação de confiança e não adianta o segurado fazer uma apólice com o valor de cobertura maior do que o do imóvel. Também pode ser pouco vantajoso se a importância atribuida ao contrato vigore muito abaixo do preço atribuido à residência. ”O mais interessante é fechar um contrato em pelo menos 80% do valor do imóvel”, aconselha.

Números do Sindicato de Corretores de Seguro do Estado do Paraná (Sincor-PR) apontam que Londrina e região contam atualmente com 230 corretores ativos.

Está na lei 

Quando se trata da locação de imóvel como fica o Seguro Residêncial? Conforme o especialista de direito imobiliário Ivan Pegoraro, a lei 8.245, que regulamenta a atividade, diz que o uso do produto é opcional.

Até mesmo quem arcará com os custos em caso de incêndio, por exemplo, pode ser facultativo. ”De acordo com o item oito do artigo 22, os custos em caso de incêndio são de responsabilidade do locador, salvo quando especificado em contrato que esses custos serão arcados pelo locatário”, diz.

Aproveitando esse ponto facultativo na lei, Pegoraro indica ser interessante aos locatários já estabelecer em contrato especificações quanto aos custos em caso de incidentes no imóvel. ”Já que a lei permite um acordo entre as partes, tenho instruído aos clientes a explicitar de quem será o ônus em contrato”, indica.

Fonte: Folha de Londrina

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