14 de abril de 2015   Publicado por: Garante Araribóia

Saiba contratar a impermeabilização de caixas d’água, cobertura e piscinas dos prédios

Com a atual crise d’água, os síndicos passaram a dar um pouco mais de atenção à necessidade de impermeabilizar caixas d’água e piscinas para impedir vazamentos. Já a manutenção das coberturas, marquises e beirais entra no rol dos serviços indispensáveis à preservação das estruturas das edificações. De qualquer forma, impermeabilizar todos esses sistemas requer técnica, paciência e mão de obra especializada, notadamente o trabalho nos reservatórios, alerta a engenheira química Maria Amélia Silveira, uma das principais referências brasileiras no assunto.

As caixas d’água precisam ficar esvaziadas pelo tempo necessário à cura dos materiais utilizados na impermeabilização, sob pena de haver “comprometimento da potabilidade da água”, exemplifica. “Se não houver tempo adequado, é melhor não fazer o serviço.” Ela explica que a massa usada internamente é feita, em geral, de um composto de resinas e cimento, elementos que poderão desprender e se misturar à água caso não estejam curados.

A engenheira foi uma das sócias-fundadoras do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI), atua como consultora técnica do órgão e chefiou o Laboratório de Impermeabilização do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). Também integrou comissões de estudos da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que normatizaram a impermeabilização no País.

A seguir, ela apresenta um breve guia sobre o assunto:

1 – RESERVATÓRIOS D’ÁGUA

- Quando impermeabilizar

Não há uma periodicidade certa para a troca da impermeabilização nesses locais. Ela deve ser refeita quando houver vazamentos visíveis nos reservatórios superiores ou infiltrações nos inferiores. Mas durante a troca de tubulações nos reservatórios, recomenda-se fazer nova impermeabilização ou reforçar a existente, pois esta substituição sempre causa dano ao sistema.

- Período de esvaziamento

Ele deve ser de cinco dias pelo menos. O prazo é necessário para o preparo da superfície (verificação e reparo de trincas e bicheiras do concreto, troca de tubulações, remoção de antigas impermeabilizações etc.); aplicação das diversas camadas do material impermeabilizante; além da sua cura completa. Porém, o tempo poderá ser ligeiramente abreviado se a empresa contratada dispuser de equipamentos para a renovação do ar saturado de umidade do interior do reservatório.

- Limpeza da caixa d’água & Impermeabilização

A limpeza não pode danificar a impermeabilização preexistente. Por isso, estão vetados solventes, ácidos ou outros compostos que venham a interagir com os materiais impermeabilizantes, bem como jatos d’água com pressão muito forte ou equipamentos que provocam abrasão. Muitas vezes a empresa de limpeza também executa a impermeabilização num prazo de um ou no máximo dois dias. O período é insuficiente para a aplicação das camadas e cura dos materiais, dessa forma, a impermeabilização resultará ineficaz e, por vezes, deixará resíduos dos materiais aplicados dispersos na água do reservatório.

- Materiais

Os materiais aplicados na impermeabilização dos reservatórios são as argamassas poliméricas rígidas ou flexíveis. Eles são definidos em função das condições da estrutura e do local onde estão instalados – os reservatórios superiores estão sujeitos à incidência maior de sol, chuvas, ventos etc., enquanto os inferiores sofrem menos com a ação do clima. Resinas de poliuretano e de epóxi também são usadas na impermeabilização desses sistemas, mas sua aplicação requer mão de obra mais especializada.

- Testes de estanqueidade

Eles devem ser realizados com enchimento dos reservatórios para comprovação da eficácia dos serviços executados. Mas é preciso aguardar o tempo da cura e fazer antes a higienização do reservatório (através de lavagem com baixa pressão e descarte da água; não há necessidade de completar o espaço para fazer o procedimento). Somente então se realiza o enchimento completo do reservatório e, caso ele não apresente vazamentos, a água já poderá ser usada para consumo. No entanto, se houver falhas na impermeabilização, será preciso descartar a água (ou armazená-la adequadamente para uso no condomínio) e fazer os reparos no sistema.

- Reforço externo

Geralmente não há necessidade de serviços externos na estrutura do reservatório, a menos que se queira melhorar sua aparência, executando-se reparos em argamassas, pinturas etc.

2 – PISCINAS

Vazamentos na piscina indicam a necessidade de impermeabilização por dentro. O rejunte dos azulejos e pastilhas ou colocação de selantes ao redor das grelhas, ralos e outros dispositivos servem para recompor os revestimentos, mas, na maioria das vezes, não resolve o problema de uma impermeabilização deficiente. Se a piscina for toda construída em concreto e, por alguma movimentação na fundação ou demais causas, aparecer uma trinca, é possível fazer seu preenchimento com resinas apropriadas pelo lado externo da estrutura (sem esvaziá-la). Entretanto, essa é uma situação bem particular, que precisa ser analisada por especialistas para que tenha sucesso.

3 – COBERTURAS

Além das mantas asfálticas, consagradas para esse tipo de local, a impermeabilização poderá ser feita com resinas de poliuretano. Mas as argamassas impermeabilizantes compostas de cimentos e resinas, mesmo as mais flexíveis, normalmente não têm a necessária elasticidade para acompanhar as movimentações normais a que uma laje de cobertura estará sujeita.

4 – BEIRAIS E MARQUISES

Como essas áreas não estão normalmente sujeitas ao trânsito de pessoas, a não ser eventual, elas podem receber diferentes tipos de materiais impermeabilizantes, como: – mantas asfálticas com acabamento em grânulos; – resinas acrílicas e em poliuretano; – asfaltos em emulsão ou solução com acabamento em pinturas acrílicas. Porém, a instalação de rufos e ‘pingadeiros’ nos beirais, principalmente, ajudará a proteger melhor essas estruturas.

Fonte: Direcional Condomínios

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