9 de julho de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Saiba como preparar a casa para evitar acidentes domésticos

Estabelecer um ambiente seguro, removendo ameaças e obstáculos à circulação, pode salvar a vida de crianças e idosos

Escadas, tapetes, pisos escorregadios, móveis mal distribuídos. São muitas as armadilhas que ameaçam a integridade física das pessoas dentro do lar. E as principais vítimas são justamente aqueles que estão as fases inicial e final da vida.

Na maioria das vezes, o acidente ocorre não apenas por desatenção dos idosos e das crianças pequenas, mas por falta de cuidado dos adultos responsáveis pela casa e que poderiam ajudar a facilitar o caminho.

Dados do Ministério da Saúde mostram que uma das principais causas de sofrimento e de morte entre os idosos e crianças até 14 anos são as lesões não intencionais, que poderiam ser evitadas.

Crianças pequenas

Na fase em que a criança inicia seus primeiros contatos e suas impressões do mundo, do nascimento até cerca de seis anos, é importante estabelecer um ambiente seguro, que permita o seu desenvolvimento integral.

Isso não quer dizer que se deve manter o filho em uma jaula. Pelo contrário: é preciso criá-lo com liberdade e fazê-lo entender que cair faz parte do jogo. Essa queda, porém, pode ser amaciada pelos pais e responsáveis.

É o que defende o vice-presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Marcelo Porto. Para ele, dar limites não significa ser superprotetor: “Não é raro a criança querer copiar um super-herói favorito da televisão que se atira da janela, pensando que pode repetir a façanha sem se machucar. Até os cinco ou seis anos, o nível de compreensão é baixo e o nível de pensamento mágico é alto. Por isso, é importante manter-se sempre vigilante.”

Com o avançar da idade e a maior mobilidade da criança, a chance de acidentes só aumenta. A dica é preparar o cenário seguro antes que o pior aconteça. De acordo com o coordenador de Desenvolvimento Institucional da ONG Criança Segura, Adriano de Oliveira, há zonas proibidas na casa, das quais deve-se afastar a criança.

É o caso da cozinha, das janelas, de escadas e da piscina. Outro alerta é que, independentemente de onde estiver a criança, ela deve estar sempre acompanhada de um adulto.

Idosos

Tapete no chão, nem pensar. Quarto escuro, também não. Um ambiente amigável para idosos tem caminho livre.

Com as limitações naturais da visão e da audição nessa fase da vida, a orientação fica mais difícil. Por isso, todo tipo de alerta é válido: avisos, luminosos e muita, mas muita conversa, são as principais armas para fazer os mais velhos driblarem as armadilhas que podem provocar uma queda.

“É preciso evitar que a disposição dos móveis facilite os tropeços e os escorregões”, diz Paula Capponi, fisioterapeuta do Asilo Padre Cacique, de Porto Alegre.

Responsável pela gestão do espaço para facilitar o deslocamento de quem mora no abrigo, Paula diz que boas alternativas são tapetes antiderrapantes nos banheiros, barras laterais nos boxes dos chuveiros e nos corredores e alerta com fitas amarelas nas escadas. As sessões de fisioterapia servem para simular situações como a forma correta de sentar, com o apoio dos pés, quadris e costas.

Responsáveis por 90% das fraturas em pessoas com mais de 65 anos de idade, as quedas estão entre as principais causas de lesões e de internação na terceira idade.

“Rever os medicamentos e o uso de dispositivos de assistência e de correção de alterações do pé (órteses) também ajuda a reduzir o risco de quedas”, alerta o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

Fonte: Revista Pense Imóveis

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