2 de outubro de 2015   Publicado por: Garante Araribóia

Retrofit sustentável

A busca do momento é por edifícios mais amigos do ambiente

por Hubert Gebara *

A crise hídrica – que é também a crise de energia elétrica – está afetando a rotina dos condomínios de uma forma como há muito tempo não se via. Usar a boa e velha vassoura para varrer calçadas e áreas comuns, implantar horários para  racionamento de água, desligar um elevador em certos períodos do dia,  são apenas algumas das medidas que a comunidade dos prédios está sendo obrigada a adotar.

São medidas que contrastam com a gastança do passado, quando, para todos nós, água e energia elétrica eram  tidas como conforto intocável e aos quais tínhamos direito como bens hereditários.

A situação mudou. De repente, fomos obrigados a repensar aquilo que julgávamos acima do bem o do mal em nossa vida civilizada. A nova realidade está impondo aos moradores dos condomínios mais criatividade.

Para os prédios construídos há mais tempo e que, por isso mesmo, não foram concebidos de forma tão sustentável como seria correto, a situação é ainda mais grave. Esses prédios não tiveram em seus projetos previsão para a instalação de hidrômetros de medição individualizada. Não tiveram previsão de espaços destinados à coleta seletiva de lixo. Não tiveram uma adequação das áreas comuns aos problemas de segurança que surgiriam décadas depois.

Esse quadro está fazendo a comunidade dos prédios considerar um tipo de retrofit que também não existia antes. Estamos falando de retrofit sustentável. Essa mesma comunidade da qual  síndicos estão à frente, não sabe ainda como começar a resolver a questão. Há pouca informação. Os condomínios precisam consultar suas administradoras. As próprias administradoras precisam dar aos condomínios um tipo de assessoria mais acurada.

O retrofit sustentável para prédios comerciais é um produto conhecido  no mercado. A idéia nova é o retrofit sustentável para empreendimentos residenciais. Mesmo assim, ele não é um fantasma. Para quem ainda não sabe,  é um produto também existente no mercado e pode ser uma opção financiada para que o prédio sofra menos com os rigores da crise atual.

O BNDES e a Caixa Econômica Federal deveriam ter linhas de financiamento para  esse tipo de reforma com ênfase na sustentabilidade.

(*) Hubert Gebara é vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, presidente eleito da Fiabci Brasil e diretor do Grupo Hubert.
Fonte: SindicoNet
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