19 de novembro de 2015   Publicado por: Garante Araribóia

Renúncia do síndico, o que fazer?

Um síndico renuncia e um novo representante deve ser alçado ao posto o mais rápido possível e junto com o cargo vêm, claro, todas as obrigações pertinentes à administração de um condomínio.

Renúncia do síndico, o que fazer?

A função de um síndico não é fácil, responder por todas as questões administrativas, financeiras e legais de um condomínio, além das demandas de moradores e funcionários, exige cada vez mais conhecimento, jogo de cintura e dedicação.

E, por vezes, acontece o inevitável: um síndico renuncia e um novo representante deve ser alçado ao posto o mais rápido possível. E, junto com o cargo vêm, claro, todas as obrigações pertinentes à administração de um condomínio.

“Na maioria das vezes não é o caso de má vontade, mas por falta de conhecimento, de tempo, ou a pessoa não tem o perfil necessário para o cargo. A função do síndico evoluiu muito nos últimos anos e as exigências estão cada vez maiores, e muitos profissionais experientes têm nos procurado com dúvidas cada vez maiores”, observa Rodrigo Cunha Machado, diretor da Exato Condomínios.

Observadas todas as questões previstas na convenção de cada condomínio para esses casos, algumas dicas podem facilitar a vida de quem assume o cargo de síndico e não sabe direito por onde começar a avaliar as demandas e necessidades mais urgentes para manter o dia-a-dia do edifício sem mais sobressaltos.

“No primeiro momento o novo síndico deve focar em três aspectos: os legais, administrativos e financeiros, como uma consulta no Tribunal de Justiça para checar se existe alguma ação judicial em andamento; levantar toda a situação do condomínio junto à administradora e obter certidões negativas de débitos com o poder público e prestadores de serviço para verificar se as contas estão em dia e quais pagamentos estão por vencer, além de consultar com o banco a situação financeira do condomínio”, sugere Rodrigo.

“Também é aconselhável checar os livros de ocorrência do condomínio para verificar se há situações pendentes entre os condôminos e o livro de passagem de turno dos funcionários, que podem conter informações que passaram despercebidas em um primeiro momento, além de realizar uma reunião com os empregados para se inteirar de alguma tratativa mantida com o síndico anterior”, completa.

Sucessão

Para Norilene Reinert, que ocupa o cargo interinamente no Edifício Hanover, no centro de Florianópolis, desde o início de 2014, após a transferência do síndico anterior, a sucessão foi tranquila, porém não menos trabalhosa. “Eu já fazia parte do conselho do condomínio, então foi mais tranquilo, bastou apenas dar continuidade para as situações que já haviam sido levantadas previamente. Meu antecessor, que ainda faz parte do conselho, é bancário e organizou essa parte muito bem”, avalia Norilene.

“Tivemos alguns problemas que precisaram ser resolvidos com mais rapidez, como o de infiltração do prédio vizinho ao nosso, que afetou a iluminação das garagens, mas conversei com todos os moradores e estamos tendo uma participação muito positiva, e já estar em contato com a administração facilitou bastante”, arremata.

Norilene cita um fator muito importante: a administração de um condomínio não é tarefa apenas do síndico, é dever de todos os moradores. Zelar pelo patrimônio, seguir as normas da convenção e participar ativamente das assembleias facilita a convivência de todos.

Fonte: CondomínioSC

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