12 de julho de 2012   Publicado por: Garante Araribóia

Reforma de imóvel antigo compensa na hora da venda

De acordo com especialistas, uma boa recauchutada valoriza o imóvel e preços de apartamentos podem subir 30% em bairros onde unidades são antigas e a procura é maior

Refazer os pisos e instalações elétrica e hidráulica; pintar e até derrubar paredes; unir ambientes; atualizar a planta; dar um novo uso ao quarto de empregada. Reformas em imóveis antigos podem valorizar bastante a unidade. De acordo com especialistas, uma boa recauchutada valoriza o apartamento, em média, 30% em bairros como Icaraí, em que a demanda por imóveis é enorme e boa parte deles é antigo. Segundo corretores, os consumidores não querem ter o trabalho de fazer uma grande reforma logo ao comprar o imóvel, sobretudo em tempo de escassez de mão de obra na construção civil. Mas, de acordo com a proprietária da Abidon Nazareth, Claudia Nazareth, é preciso fazer uma reforma “de verdade”.

“Uma boa reforma valoriza o imóvel em torno de 30%, em alguns casos até mais. Mas não adianta apenas pintar a parede ou colocar um sinteco. É preciso prestar atenção ao acabamento”, aconselha Claudia.

Segundo a corretora, as reformas da parte elétrica e hidráulica também são importantes, embora, por serem menos visíveis, não tragam uma valorização maior. O especialista em mercado imobiliário e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Porto, lembra a necessidade de contratar mão de obra especializada e que o projeto seja feito por um arquiteto, pois uma reforma sem a presença do profissional pode até desvalorizar o imóvel.

“Apenas um bom arquiteto sabe qual a melhor reforma, pensando no mercado, em agregar valor ao imóvel. O proprietário pode ter o seu gosto próprio. Uma personalização excessiva pode até reduzir o valor de mercado do imóvel”, diz o especialista.

Quem vislumbrou a possibilidade de bons negócios com reforma de imóveis antigos foi a empresária Soraya Venâncio Cavalcante. Ela conta que já reformou cinco apartamentos, desde imóveis no térreo e de fundos até coberturas de 300 metros quadrados de frente para a praia. A empresária conta que já conseguiu valorização de 62% em um imóvel em Icaraí. Segundo Soraya, a reforma para revenda é um bom negócio, ainda mais em bairros valorizados, nos quais o preço de lançamento é bem maior e, geralmente, a localização dos prédios antigos é melhor.

“Eu comprei um apartamento de dois quartos por R$ 400 mil na esquina da Presidente Backer com a Mem de Sá. Após a reforma, já tive propostas de R$ 650 mil. Gastei 50 mil e lucrei R$ 200 mil em apenas um ano”, citou a empresária.

No apartamento próprio, na Tavares de Macedo, Soraya conta que conseguiu valorização de 50%. Segundo ela, uma das reformas mais comuns, e que ela fez em sua casa, é a criação de suítes. Os prédios antigos têm três ou quatro quartos e nenhuma suíte, lembra ela. A empresária também destaca a cozinha com ilha e possibilidade de ser integrada à sala. A arquiteta Claudia Pimenta concorda com a empresária, mas faz uma ressalva em relação à cozinha.

“A tendência é abrir a cozinha para a sala. Mas é uma mudança que nem sempre gera valor porque há muitos clientes que não gostam. Então, a opção que damos é a instalação de uma porta de correr para apenas um lado com um grande vão. Assim, a pessoa integra a cozinha à sala dependendo da ocasião”, afirma.

De acordo com Claudia, atualmente há uma valorização cada vez maior da sala, pois as pessoas estão recebendo mais em casa. Por isso, segundo ela, outra tendência é derrubar uma parede e integrar também o quarto à sala.

“Os apartamentos antigos são maiores e com mais cômodos, portanto, as pessoas estão abrindo mão de um quarto para deixar a sala maior, ampliando o espaço para socialização com os amigos”, completa Claudia.

De acordo com a arquiteta, outro ponto fundamental da reforma é a iluminação, que pode ampliar o espaço e valorizar móveis, paredes ou vigas, muito comuns em apartamentos antigos.

“Hoje, fazemos o rebaixamento com gesso e uma iluminação indireta, permitindo a distribuição melhor da luz, ampliando o espaço e economizando energia”, diz.

Fonte: Jornal Fluminense

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