8 de julho de 2016   Publicado por: Garante Araribóia

Quentão e pipoca sem confusão

Para realizar festa julina no condomínio é preciso seguir algumas regras e contar com o empenho dos moradores

Para confraternizar ou como uma alternativa para arrecadar fundos, diversas instituições e entidades organizam festas julinas durante todo o mês. Não é diferente com os condomínios. Geralmente são moradores com filhos os responsáveis pela promoção do evento, e essa mobilização vem aumentando nos últimos anos.


“Cada vez mais os condomínios de diversos portes vêm fazendo eventos a fim de chamar todo mundo para um bate-papo, aproximar as pessoas”, aponta o diretor de condomínios Roberto Piernikarz.

Piernikarz conta que, certa vez, o síndico de um prédio tomou a decisão de fazer a festa e mandou um comunicado aos moradores avisando que seria criada uma comissão para esse fim. Ele afixou nos elevadores um aviso em que os interessados podiam escolher a melhor data para uma reunião sobre o tema.

Estratégia – Quem quisesse ajudar, era só responder à convocação. De acordo com o diretor de condomínios, no entanto, a melhor forma de organizar uma festa julina é colocar o tema para votação em assembleia junto com a previsão orçamentária – e isso se estende a qualquer tipo de comemoração.

Dessa forma, o condomínio já reserva de antemão dinheiro para a realização das festas e dribla a maior dificuldade de organizar um evento assim: não saber o número exato de pessoas que comparecerão e se a divisão dos gastos dará prejuízo aos frequentadores. “Se consegue preparar com bastante antecedência e todo mundo paga, quem for aproveita também por quem não vai. Se não tem isso, fica a ver navios, não sabe nunca quanto vai poder cobrar. Se forem dez pessoas, são dez que vão dividir o valor todo”, explica Piernikarz.

Em outras palavras: colocar na previsão orçamentária uma verba para as festas julinas e para as demais comemorações previstas ao longo do ano faz com que os gastos sejam rateados entre todos os moradores, inclusive os que não vão.

Espaço reservado – Com o novo Código Civil, o regulamento interno do condomínio pode ser alterado com maioria simples – o que facilita a criação de regras. Assim, é possível determinar certas datas do ano em que o salão de festas será locado exclusivamente para o condomínio, como Ano Novo, Natal, Páscoa e Dia dos Namorados, além, é claro, das Festas Julinas. “No regulamento interno se criam datas festivas. Cada festinha é organizada por uma comissão de moradores, a administradora, síndico, corpo diretivo e quem paga as despesas são os frequentadores”, afirma Piernikarz.

Estabelecer as datas festivas de antemão também evita outro problema: o do excesso de procura pela reserva do salão de festas em comemorações específicas. Também é importante deixar claro os limites nas festas. No caso das comemorações de junho, é recomendável que o condomínio ou a comissão organizadora proíba soltar balão ou fogos. Bebidas alcoólicas como quentão ou vinho quente estão liberadas, desde que uma comissão cuide para que as crianças não as consumam.

Mobilização – Incluir datas comemorativas no regulamento interno e separar verba na previsão orçamentária, porém, não são suficientes para determinar o sucesso da festa. O Condomínio Jardim dos Pinheiros, em São Paulo, é um exemplo disso. Duas datas comemorativas estão na previsão orçamentária, Carnaval (com verba de R$ 2 mil) e São João (R$ 1 mil). Mesmo assim, a festa julina desse ano não deve ocorrer por falta de união dos moradores. Com 31 anos de existência e 335 residências, o Jardim dos Pinheiros abriga cerca de 1.600 pessoas. Nas últimas festas julinas, no entanto, compareceram 50 ou, no máximo, 60 pessoas.

“A gente estava gastando dinheiro e não conseguia resultado positivo, aquela alegria de todo mundo”, lamenta o síndico Roberto Pereira Pedro, que está em seu terceiro mandato. “Todos os anos a gente faz, mas esse ano não vai ser feito. Ninguém da comissão veio conversar até agora”, acrescenta.

Pedro conta da festa carnavalesca que promoveu em 2010, inclusive com a contratação de DJs. Apenas oito pessoas compareceram. “Não é por causa de dinheiro”, garante. “Quando tem feriado, ficam 20% dos condôminos, cada um vai pra sua casa de praia ou pra casa de campo”, completa. Por isso, na hora de organizar uma festa no condomínio, é bom não esquecer do ingrediente mais importante: a vontade dos moradores em participar.

O que fazer para a festa julina não pipocar

  • Aprovar em assembleia uma alteração do regulamento interno e reservar certas datas do ano para comemorações específicas do condomínio, nas quais o salão de festas não pode ser reservado por mais ninguém
  • Incluir na previsão orçamentária verbas específicas para cada uma das festas escolhidas. Se a comemoração não ocorrer, o dinheiro permanece na conta do condomínio
  • Criar uma comissão de moradores que fica responsável pela realização da festa julina
  • Designar uma comissão para evitar, durante a festa, que as crianças consumam as bebidas alcoólicas destinadas aos adultos

Fonte: iCondominial

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