19 de fevereiro de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Quatorze dicas para fazer reformas verdes em prédios antigos

Com pequenas adaptações, especialistas garantem mais economia para o edifício sustentável.

A palavra sustentabilidade é associada a grande parte dos novos empreendimentos. Mas, segundo o gerente técnico do Green Building Council Brasil, organização não-governamental que fomenta a indústria da construção sustentável no País, Marcos Casado, e a arquiteta e sócia-diretora da Casa do Futuro.com, Rosana Corrêa, as antigas edificações, até as cinquentenárias, podem fazer algumas adaptações para entrarem no mundo sustentável. Os gastos podem ser pequenos, a partir de R$ 100. Tudo vai depender em que o prédio pretende investir. Pensando nisso, veja aqui 14 dicas que a dupla de especialistas listou para síndicos, moradores e administradoras de condomínios que desejam realizar reformas nessas construções tão comuns nas grandes cidades brasileiras.

Até as edificações antigas podem fazer algumas adaptações para entrarem no mundo sustentável

“O primeiro passo para que os condomínios tomem medidas com vistas à sustentabilidade seria a conscientização de moradores e funcionários para que todos entendam os reais valores e importância das ações, assim como as vantagens que trazem para o meio ambiente, para o bolso e para a saúde”, acrescenta Rosana Corrêa.

1. Implantação de bicicletário;

2. Coleta e aproveitamento de águas de chuva e de drenos de ar condicionados, com filtragem simples para lavagem de carros e irrigação. Isso vai depender da estrutura física dos prédios; se é fácil colocar mais uma caixa d’agua; se tem estrutura que aguenta. Em alguns prédios, é preciso passar tubulação nova. O custo gira em torno de R$ 15 mil;

3, Uso de tintas e vernizes com baixo composto orgânico volátil;

4. Medições individuais de água;

5. Automação simples e “inteligente” de iluminação.

Lâmpadas que consomem menos devem ser colocadas em áreas onde há maior fluxo de pessoas

“Conheço um condomínio onde as lâmpadas eram acesas pelo interruptor tipo minuteria. A síndica instalou sensores de presença e agora, mesmo com a luz do dia, as lâmpadas acendem automaticamente. Para piorar, são lâmpadas fluorescentes, que não devem ser acesas com frequência, pois têm sua vida útil reduzida e consomem muita energia para acender. Enfim, a tecnologia instalada aumentou o consumo em vez de reduzir”, conta Rosana.

De acordo com Marcos Casado, esses sensores devem ser instalados em locais de menor fluxo, como garagens, corredores e depósitos.

6. Reaproveitamento de materiais já existentes ou compra de materiais de reuso, assim como de madeiras certificadas ou de reflorestamento;

7. Aproveitamento da luz e ventilação natural, com novas aberturas no empreendimento;

Coleta seletiva

8. Substituição do telhado comum por telhas claras. Ou coberturas vegetadas (telhados verdes). Com técnicas e sistemas atuais, é possível ter telhados verdes para áreas de lazer ou não, sem necessidade de reforço estrutural ou grandes obras. Esta característica pode revitalizar importantes espaços não ocupados dos condomínios e valorizar os imóveis, além de contribuir para redução de cargas térmicas e do efeito ilha de calor das cidades. A manutenção não é cara, deve ser feita a cada três meses;

9. Aproveitamento de água pluvial para reuso;

10. Troca de bacias sanitárias antigas por novas com capacidade de 6 litros ou a vácuo;

11. Inspeção ou troca de torneiras, chuveiros e vasos sanitários. Ou instalação de aeradores e restritores de vazão, o que é bem barato. O gasto gira em torno de R$ 100;

12. Troca “inteligente” de lâmpadas. A troca tem que ser bem estudada, recomenda Rosana.

13. Automação de irrigação e bombas. Não é caro, basta, em alguns casos, instalar temporizadores (timmers);

14. Coleta seletiva (separação de lixo e óleo de cozinha).

Fonte: Revista Imóveis

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