17 de dezembro de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Qualidade e manutenção dos equipamentos de fitness são essenciais à proteção do usuário

Espaços cada vez mais utilizados pelos condôminos, as academias de ginástica exigem cuidados importantes para que se possa usufruir plenamente dos benefícios físicos, observa Givanildo Holanda Matias, personal trainer e empresário da área de fitness. Ele atende a mais de 50 condomínios em quatro cidades brasileiras. O especialista refere-se à atenção na compra de equipamentos, na sua instalação e nas regras de funcionamento da academia.

Segundo ele, o projeto inicial desse espaço deve levar em conta as necessidades do condomínio, considerando-se ainda o tamanho da sala, as instalações e a quantidade de pessoas que irão utilizá-lo. “O mais comum é encontrar áreas pequenas e orçamentos apertados nos condomínios”, observa o professor. “Não dá, por exemplo, para colocar equipamento individual em salas pequenas.” As salas reservadas para ginástica nos condomínios têm, normalmente, de 30 a 50 metros. Mas há edifícios com áreas maiores, de até 400 metros quadrados.

Nas salas menores, Givanildo diz ser possível instalar uma estação de musculação, onde se pode fazer vários exercícios e trabalhar todos os músculos. O equipamento permite ainda o uso simultâneo, por mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Para um espaço com dimensões restritas, os demais equipamentos necessários são: uma torre de alteres, duas esteiras, uma bicicleta ergométrica, um elíptico, uma bola suíça, alguns colchonetes, pesos e caneleiras.

Espaço para alongamento

“Em condomínios, é mais comum termos esteiras, bicicletas e elípticos. Deve haver também um espaço para a realização de exercícios de solo, como abdominais, alongamento e treinamento funcional. Neste caso, é necessário ter colchonetes. Caneleiras e halteres também são acessórios bem-vindos no ambiente. Esse é o cenário básico, porém, podem ser acrescentados os equipamentos de força”, observa Patricia Totaro, arquiteta que atua desde 1994 no mercado esportivo, desenvolvendo projetos para academias de ginástica, escolas de natação, clubes, centros esportivos e spas.

Givanildo, por sua vez, recomenda aos síndicos cuidado com os equipamentos que se vai adquirir. O mercado está em expansão e oferece soluções de má qualidade, que podem ser mais baratos apenas na hora da compra, diz o especialista. Segundo ele, o custo dos aparelhos básicos de boa qualidade para uma sala pequena vai de R$ 20 mil a R$ 40 mil. Numa sala grande, pode chegar a 300 mil.

Preparando o ambiente

As instalações do imóvel também são importantes para uma boa prática esportiva. No caso do piso, Patricia Totaro recomenda os de borracha ou vinílicos com manta de borracha por baixo. Os de madeira são mais indicados para exercícios de solo e dança, mas não devem receber pesos, que podem cair por acidente e danificar o revestimento. Dessa forma, se a academia tiver dois ambientes, pode-se mesclar os dois tipos de exercício, com uma superfície adequada para cada um. Os pisos frios – como cerâmica, mármores e granitos – devem ser evitados, diz a arquiteta.

A parte de instalação elétrica também deve receber cuidado especial, pois há equipamentos que consomem muita energia. “Eu sempre aconselho que as esteiras tenham um circuito independente”, diz Patrícia. Na iluminação, por exemplo, a arquiteta propõe dois cenários: intercalar o uso de luz direta e o de molduras em gesso e iluminação indireta (para os momentos de relaxamento). Lâmpadas fluorescentes de temperatura de cor baixa também são recomendadas, pois não esquentam e gastam pouca energia.

Sobre as paredes, ela sugere pintar uma delas com uma cor quente – como vermelho, amarelo-ovo ou laranja -, preferencialmente a parede em relação a qual o frequentador ficará de costas quando fizer o exercício. O resto poderá ser pintado com uma cor clara ou mesmo branco. “Deve-se tomar cuidado com os tons que dão sono, como o verde claro”, completa Patrícia.

Finalmente, a arquiteta diz que outro fator importante é a ventilação. Aparelhos de ar-condicionado e ventiladores são muito usados, mas a ventilação natural é uma solução prática e econômica. Para a passagem do vento, basta ter janelas abertas em dois lados opostos do ambiente. Caso prefira o ar-condicionado, ele deve ser do tipo que proporcione a renovação de ar, orienta Patrícia.

Manutenção

Com seu uso constante, os aparelhos de ginástica sofrem desgaste e necessitam de manutenção periódica. O mais indicado é que o condomínio faça um contrato de manutenção preventiva com uma empresa ou profissional especializado. Mensalmente, é preciso lubrificar, apertar parafusos e limpar as máquinas para que continuem seguras e durem mais.

Esse contrato de manutenção preventiva foi exatamente o que fez o síndico Mário Sérgio Silva, do Condomínio Edifício Blue Star, localizado no bairro do Campo Belo, zona Sul de São Paulo. O Blue Star foi entregue com a academia pronta, há 29 anos, mas ao longo do tempo foi renovando os equipamentos, que já estão em sua quarta geração. É uma sala grande, diz Mário Sérgio, com 12 aparelhos: duas esteiras, duas bicicletas ergométricas, uma torre multiuso, pesos, cama elástica, bola de pilates e outros, além de um aparelho de TV e paredes espelhadas. O piso é antigo, de madeira.

Uma dica de Mário Sérgio é que a sala tenha câmeras de circuito interno de TV com monitores na portaria. Segundo ele, é para controlar o movimento. As chaves também ficam com um funcionário habilitado. Só os condôminos podem usar. E a contratação do personal trainer fica por conta de cada usuário. “É uma academia completa, que representa uma forma de lazer, um importante local de convivência dos condôminos”, finaliza Mário Sérgio.

Fonte: Direcional Condomínios

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