5 de maio de 2014   Publicado por: Garante Araribóia

Qualidade de vida, só com saneamento

Qualidade de vida, só com saneamento

O condomínio Jardim América, na Trindade, Capital, estará mais adequado às práticas ambientalmente corretas. Isso porque no final do último ano, ficou pronta a rede de saneamento básico da localidade. A síndica Olinda Bigaton, apresentará a assembléia os orçamentos de projetos para instalar o condomínio na rede. Nas cidades de Florianópolis e São José está em andamento a ampliação do sistema, mas falta muito para Santa Catarina sair do patamar de segundo estado do país com pior índice de saneamento, com apenas 9,69% da população atendida.

Por ter recebido a administração do condomínio, erguido há 30 anos, sem o projeto hidro-sanitário, Olinda teve um longo trabalho para conhecer o sistema do prédio. Precisou de estudos de engenheiro sanitarista e contou com orientações de profissionais da Casan. “Cada um faz sua parte dentro de um plano grande, que é a preservação do meio ambiente”, diz.

Em regiões que ainda não foram contempladas com o sistema, como Ingleses, existem condomínios que jogam os dejetos na rede pluvial ou rios, que desembocam no balneário. O bairro está com a rede pronta, mas falta construir a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), com emissários submarinos para lançar o resíduo tratado em alto mar.

Segundo o gerente de Vigilância Sanitária e Ambiental da Capital, Thiago Monteiro, quando existe rede coletora, o condomínio é obrigado a fazer a ligação. Em locais que não são contemplados, é necessário um sistema alternativo de acordo com os padrões da resolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). “Pode ser uma fossa séptica e sumidouro, desde que bem dimensionados. Se o prédio estiver próximo de mananciais ou o lençol freático for alto, deve ser instalada uma estação de tratamento própria de esgoto”, observa. A multa para o edifício que estiver em desacordo varia de R$ 125 a R$ 500 mil.

Sistema próprio de tratamento de esgoto

Em uma estação própria de tratamento de esgoto a eficácia chega a 98% e resta um lodo (o lixo) que deve ser retirado a cada três meses em média. Para comprovar que o sistema funciona corretamente, deve ser feita uma analise a cada três meses e enviada à Vigilância Sanitária.

Segundo o gestor de negócios da empresa de implantação de estações de tratamento de efluentes Rotária do Brasil, Rainoldo Kupka, depois de tratada a água pode ser lançada na rede pluvial. Uma saída mais interessante é a reutilização para usos considerados não nobres, como rega de plantas e descargas dos vasos sanitários. Porém, é preciso fazer um reservatório especifico para esse fim.

Cidades investem para aumentar atendimento da população

As cidades aonde concentram o maior número de condomínios estão com realidades melhores do que a média estadual de 9,69% de população atendida, conforme à pesquisa da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), de 2006.

Balneário Camboriú é o município do estado com maior índice de saneamento básico, com 79,77% da população atendida. Na cidade vizinha, a Companhia Águas de Itapema implantou a rede coletora de esgoto no bairro Meia Praia, área que conta com cerca de 55% da população e a maior parte dos condomínios do município.

Em Florianópolis apenas 50% da população tem o esgoto ligado a rede da Casan, mas um investimento de R$ 198 milhões de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deve elevar para 65%. Segundo o gerente de Construção da Casan, Fábio Krieger, além da extensão da rede, serão construídas duas estações de tratamento com emissário submarino no Norte e Sul da Ilha. São José também recebe investimentos do PAC na ordem de R$ 43 milhões para ampliar de 30% para 45% o atendimento.

Fonte: Condomínio SC

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