18 de outubro de 2012   Publicado por: Garante Araribóia

Prudência com o morador inadimplente

“Uma postura profissional”, diz Leonardo Schneider

O diretor de uma empresa administradora de condomínios, Leonardo Schneider, disse que desde que o Código Civil reduziu o limite da multa por atraso da taxa de condomínio, de 20% para 2%, houve um sensível aumento na impontualidade. A partir de 2003, segundo afirmou, o número de condôminos que atrasam o pagamento cresceu cerca de 40%.

Schneider citou o artigo 1.335, que diz que o inadimplente não pode votar nem participar das assembleias, além de correr o risco de ter a moradia apreendida para pagar as dívidas, mesmo que seja o único imóvel da família.

No entanto, o próprio diretor da administradora alerta sobre os cuidados no trato com o condômino inadimplente. Ele sugeriu que o síndico mantenha a prudência, cuidado e respeito com o morador em dívida.

Ações como expor no mural da área comum os apartamentos que estão em débitos com as cotas, ao gerar constrangimentos pode levar a ações na Justiça. “Resultado: a conta acaba ficando com o condomínio”, alertou o executivo.

“Percebemos durante o nosso trabalho que despesas relacionadas à moradia sempre estão no topo das prioridades de pagamento. Geralmente, o proprietário atrasa quando está com sérios problemas financeiros. Por essa razão, procuramos tratar o caso sempre de forma amigável e amistosa, apesar de manter a postura profissional”, explicou Schneider.

Assim, acredita ele, os advogados conseguem reverter até 50% da média de inadimplentes nos condomínios administrados pela sua empresa. O diretor ainda recomendou que caso o condomínio tenha uma administradora, a melhor opção é deixar que ela e a assessoria jurídica cuidem do assunto, sem o síndico se envolver diretamente nas negociações.

Quando perceber que não há mais possibilidades de negociação, a administradora orientou que é o momento de se recorrer à Justiça. A lei não determina um tempo mínimo para mover uma ação, mas a empresa recomendou que ela só seja feita após o mínimo de quatro cotas condominiais em aberto. “Menos de 120 dias não compensa, pelos custos judiciais. Esperar mais tempo também não é bom, pois aumenta o débito, o que dificulta o pagamento”, ensinou o diretor.

Fonte: Folha do Condomínio

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