15 de maio de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Prevenção contra incêndio: novos equipamentos permitem atualização dos sistemas

O mercado brasileiro oferece equipamentos de combate a incêndio bem mais eficientes que os instalados hoje em grande parte das edificações. É o caso do esguicho regulável para mangueiras de hidrantes, tornados obrigatórios aos prédios novos através da IT 22, Instrução Técnica baixada pelo Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo em 2011.

Para o consultor de segurança e engenheiro Waldir Pereira, que atuou durante 20 anos no Departamento de Certificação da Associação Brasileira de Normas técnicas (ABNT), o novo equipamento apresenta inúmeras vantagens. Por exemplo, os esguichos de jatos reguláveis podem operar em três posições: bocal fechado, jato sólido ou leque e semileque, com variação de abertura de até 120°. A posição em leque forma uma densa cortina d´água, capaz de dar mais segurança à retirada das pessoas do local em chamas. Com pressão bem maior que os antigos, os esguichos reguláveis abrangem uma área mais extensa.

Caso algum condomínio queira atualizar o equipamento (a exemplo do edifício Copan, no centro de São Paulo, que já realizou a troca), é necessário um novo projeto técnico. A diferença de pressão demanda a substituição de outras partes do sistema (mangueira e hidrante). “Se for colocado um esguicho novo numa instalação antiga, o desempenho do sistema ficará prejudicado, comprometendo a extinção do fogo”, alerta Pereira. Na troca, os velhos esguichos perdem a utilidade. Servem apenas para reciclagem do material, como o cobre e o latão.

Também os extintores de incêndio apresentam versões mais atualizadas e eficientes, como os da classe ABC, capazes de extinguir o fogo de materiais sólidos, como plásticos, borracha, tecido, madeira etc. (Classe A); líquidos e gases inflamáveis, como álcool e GLP (Classe B); e equipamentos elétricos (Classe C). Eles são mais fáceis de operar e têm prazos superiores de garantia e recarga. São obrigatórios em edifícios de alto risco, mas não nos residenciais. Entretanto, Pereira os considera “altamente recomendáveis” aos condomínios, assim como a instalação de sprinklers (chuveirinhos) nos salões de festa e garagens, e a pressurização das escadarias utilizadas para rotas de fuga. Segundo o especialista, o incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), serve de alerta para que os condomínios se mobilizem e modernizem os equipamentos, incluindo a sinalização das rotas de fuga.

Fonte: Direcional Condomínios

sem comentários publicado em: Notícias
Não há palavras-chave associadas com este artigo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>