14 de maio de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Piscina aquecida para o inverno

Costumavam dizer que as piscinas ficavam esquecidas durante o inverno.

Esta época fria do ano não dava vontade alguma de pular na água. Hoje em dia, muitos condomínios recorreram aos aquecedores para manter a água quente e atrativa entre os meses de junho a setembro. Alguns investimentos podem tornar este hábito mais agradável, além de valorizar o imóvel. Afinal, se piscina já não é comum, aquecida é uma raridade.

Quem gosta de nadar esportivamente ou mesmo recreativamente não precisará mais se preocupar com o frio. Existem quatro formas básicas: lenha/carvão, gás, luz solar e eletricidade. O sistema lenha/carvão é relativamente barato. Sua maior desvantagem é a necessidade de manter um estoque de material combustível, o qual ocupa espaço e pode atrapalhar esteticamente, além de ser um ótimo local para algumas pragas se esconderem. O gás é um combustível razoavelmente barato que está encarecendo. Ainda assim, é uma boa escolha. A energia solar é de excelente qualidade. A luz é um combustível basicamente sem custos, além da manutenção e da instalação.

Entretanto, é incerta, pois necessita de um mínimo de luz para funcionar. Após alguns dias trabalhando, o equipamento pode elevar a temperatura da água sete graus acima da temperatura ambiente. Essa é a desvantagem, pois as temperaturas em São Paulo variam normalmente entre cerca de seis e vinte graus centígrados. Porém, o baixo custo de manutenção é rebatido pelo alto preço de implementação, que chega a ser o dobro do custo de um aquecedor a gás. A eletricidade é um combustível menos procurado por causa de seu preço. Porém, os fabricantes têm desenvolvido novas tecnologias que visam utilizar menos energia elétrica, indo na mesma direção das campanhas de economia elétrica, tão na moda atualmente.

Trocadores de calor

Este equipamento tem sido muito comentado ultimamente por ser muito econômico. O funcionamento do trocador de calor consiste em retirar o calor do ar ambiente e transferir para a água da piscina. Para a troca de calor ser eficiente, o aparelho deve ficar em local aberto e preferencialmente, próximo à piscina. Ele é projetado para resistir às mais variadas condições climáticas (sol, chuva, ventos). Uma das fabricantes deste eficiente aquecedor, a Maxtemp, garante que, por aproveitar o calor do ambiente, este trocador é a solução ideal para o clima do Brasil. Ela garante também que este método é muito mais econômico em comparação aos aquecedores elétricos, de glp, diesel e gás natural. Pelo fato de ser um trocador de calor, é normal que o primeiro aquecimento demore um pouco mais que os outros tipos de aquecedores. Porém, seu consumo é bem menor.

Para o dimensionamento correto do trocador de calor, é importante levantarmos as seguintes informações:

  • Dimensões da piscina: largura, comprimento e profundidade.
  • Tipo de uso: residencial ou coletivo, por exemplo.
  • Local de instalação: cobertura, num local onde venta muito, em cima de uma garagem de subsolo, etc.
  • Clima do local e a temperatura média da região.

Com estas informações em mãos, é fácil dimensionar usando a tabela de dados técnicos. O síndico deve procurar empresas com profissionais capacitados através de cursos e informativos técnicos para um dimensionamento adequado. Além de contratar o prestador deste serviço com todo o suporte necessário, é preciso confirmar sua experiência adquirida com os anos de vendas do produto no Brasil.

Cuidados gerais

Além do aspecto higiênico, o síndico não deve descuidar da manutenção, pois isso pode custar caro em dias mais quentes, quando mais os condôminos utilizam a piscina. Com a chegada do verão, a frequência de uso se intensifica, gerando altos gastos com água e reparos. A piscina não pode ser esvaziada para que o material não fique exposto as intempéries do tempo, que de outra forma seriam absorvidas pela água.

A variação de temperatura de uma piscina vazia é muito maior do que a de uma cheia. Isso aumenta as chances de rachaduras e outros danos estruturais. O gasto com a limpeza dos skimmers (aparelho que retira as partículas que ficam boiando, como cabelos e insetos) e filtros, cloração da água ou a aplicação de algum produto químico (para evitar a proliferação de microorganismos, como algas e bactérias) e controle de pH são os cuidados mais básicos que não devem ser esquecidos. O produto utilizado deve ser cuidadosamente escolhido de acordo com sua finalidade, pois cada um possui suas características e interagem de formas diferentes com os equipamentos e materiais. O cobre ou a prata, por exemplo, muito utilizados para não permitir o aparecimento de algas e microorganismos, se não utilizados adequadamente podem se acumular no sistema, gerando a corrosão da maquinaria. Diversos equipamentos, alguns mais ou menos tecnológicos, ajudam a manter as condições adequadas.

Para garantir a cloração correta da água, existe um equipamento formado por uma placa de titânio, que transforma o sal de cozinha em cloro, retendo o sódio e garantindo uma cloração sempre adequada. Os reparos físicos também devem ser analisados. Consertar vazamentos implica em manter a piscina seca ou pelo menos sem utilização durante as obras, que podem durar semanas. As piscinas são feitas de concreto armado, alvenaria, fibra de vidro ou aço tratado. O concreto armado é o melhor material. Seus pontos fortes são a segurança e resistência. Ele é basicamente uma forma de madeira coberta de concreto, com uma malha de aço.

A sua construção é demorada e cara. As piscinas de alvenaria são feitas de blocos de concreto ou tijolos. É uma construção segura, porém, por causa das condições ambientais, ela está mais sujeita a rachaduras. Tanto as estruturas de alvenaria quanto as de concreto armado necessitam de uma impermeabilização com mantas asfálticas ou material similar. A fibra de vidro é um ótimo material, mas de tempos em tempos ele perde a cor, que pode ser retomada com uma pintura epóxi.

A piscina tem uma vida útil de cerca de dez anos e precisa ser trocada após esse período. Não é apenas a piscina em si que deve ser arrumada, mas a área em volta também. Decks, peças de madeira e estruturas de alvenaria que entram em contato com água devem ser tratados com verniz naval (aconselha-se uma aplicação a cada quatro anos) para evitar a deterioração.

Fonte: Condoworks

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