13 de julho de 2012   Publicado por: Garante Araribóia

Pastilhas: os cuidados com a manutenção

Prédio em Curitiba, com manutenção da fachada

A pastilha cerâmica é um dos revestimentos mais utilizados em fachadas de edifícios nas cidades brasileiras. Considerada de fácil aplicação, boa resistência e com variedade de cores, o material é uma opção, além de passar um aspecto de solidez e durabilidade para as edificações, que costuma atender ao mercado em geral. Entretanto, segundo a arquiteta Vivian Millarch, muitos condomínios têm passado sérias dificuldades com a manutenção das fachadas. O surgimento de trincas e bolhas tem chamado a atenção, pois, de acordo com a profissional, a queda iminente das pastilhas oferece sérios riscos à segurança dos pedestres nas calçadas, e principalmente aos próprios moradores, que circulam pelas dependências externas do condomínio com mais frequência.

Para a arquiteta, verificado o problema, os síndicos começam a procurar uma solução com as empresas especialistas em manutenção predial. As opções de serviço são bastante diferenciadas, e os orçamentos variam muito.

Precauções

Contatadas, muitas empresas oferecem uma proposta para um serviço inicial de diagnóstico das fachadas, para só depois apresentar um orçamento final à realização da obra. É nesse processo, conforme Vivian, que muitos acabam gastando mais do que o necessário.

Na avaliação da arquiteta, o custo para esse serviço de diagnóstico costuma ser bastante elevado, pois requer a instalação de andaime suspenso e de tela de proteção. “E após já terem gasto com esse serviço, muitos ficam estarrecidos quando recebem a proposta final para a execução da obra, pois os custos podem chegar a valores estratosféricos, sendo equivalentes a dois anos de condomínio por apartamento”, indignou-se a profissional.

A apreensão, segundo ela, aumenta quando a proposta final vem da mesma empresa que realizou o diagnóstico. As perguntas que nos costumamos fazer são: “Será que não indicaram mais problemas do que os que existem?” “Será que não estão usando mais material do que o necessário?”.

Vivian sugeriu que para evitar esse desconforto com a proposta apresentada, recomenda-se a contratação de um engenheiro especializado na análise de patologias nas edificações (de preferência, que não seja da mesma empresa que esteja realizando o diagnóstico), e que possa supervisionar a etapa de diagnóstico e apresentar de forma isenta a metodologia e a descrição do processo para a realização das obras.

Ela acredita que com o diagnóstico em mãos e a descrição dos processos a serem executados, fica muito mais fácil avaliar os orçamentos, já que as empresas estarão com uma proposta baseada no mesmo material que foi apresentado para os concorrentes.

Outra situação que pode ser prevista desde a etapa de diagnóstico é a disponibilidade de pastilha no mercado. As reformas de fachada muitas vezes acontecem depois de alguns anos de a obra ter sido concluída, e as pastilhas utilizadas na época da construção dificilmente são encontradas à venda. Mesmo nos museus de azulejo pode ser difícil encontrar a quantidade necessária para toda a obra.

Nesse caso, a arquiteta recomendou a verificação junto à fábrica da disponibilidade de produzir as peças. “Essa questão é muito importante, pois como o material solicitado pode estar fora de linha, podem levar até seis meses para apresentar a pastilha na cor desejada”, disse Vivian.

Fonte: Folha do Condomínio

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