4 de outubro de 2012   Publicado por: Garante Araribóia

O síndico do século XXI já conquistou condomínios

Os síndicos profissionais, normalmente, não moram no condomínio e nem pagam taxa mensal. Pelo contrário: recebem salário para administrar o patrimônio alheio. Assim, eles dão ares de empresa a uma estrutura que ganhou novo perfil no século XXI.

A função de síndico começa, aos poucos, a ganhar contornos profissionais. No entanto, não existe ainda legislação que regulamente a questão nesse sentido. O síndico profissional conquista espaço, sobretudo em condomínios em que não há moradores engajados na administração do patrimônio comum. Por esse motivo, responsabilidades administrativas e legais são delegadas a um terceiro que não é residente local. A atividade do síndico profissional ainda não é popular no Brasil, mas, segundo especialistas do setor imobiliário, ela cresce acentuadamente em condomínios de grandes capitais. Presente também em grandes conjuntos residenciais, a atividade se expande, principalmente, nos edifícios com finalidade comercial.

O processo de escolha do síndico tem de cumprir legislação contida no novo Código Civil. Segundo a lei, os condôminos, por meio de assembléia e eleição deliberativa, devem escolher como gestor do espaço comum um postulante do próprio prédio ou não para mandato de dois anos.

VÁLVULA DE ESCAPE

Após escolha interna, o síndico pode ser remunerado para executar as tarefas no período ou ficar isento das taxas mensais de manutenção do condomínio. A contrapartida ao síndico é seguir as orientações estabelecidas por convenção condominial. O surgimento da atividade foi tido como uma “válvula de escape” para um problema crescente em condomínios: a pequena participação dos condôminos na gestão do patrimônio comum. Para exercer a atividade, é fundamental apresentar algumas características inerentes à função. O postulante ao cargo de síndico profissional deve ter disponibilidade de tempo para se fazer presente nos condomínios nos quais é representante legal. É necessário também ser criterioso e adotar o bom senso na tomada de decisões que afetam a coletividade. Além disso, experiência administrativa pesa na execução das atividades.

A possível ascensão da função do síndico profissional, no entanto, gera controvérsias entre representantes do setor imobiliário. Alguns dizem que o síndico profissional pode ser importante para o funcionamento de um condomínio por não ter vínculo emocional com os moradores locais, enquanto outros vêem com restrições o surgimento do síndico profissional, por acreditarem que a atividade deveria ser executada, sobretudo, por moradores do próprio condomínio porque são esses os mais interessados na preservação do patrimônio.

FUNÇÕES DO SÍNDICO PROFISSIONAL

O papel do síndico profissional é o de representante legal do condomínio e a sua atuação equipara-se a de administrador de qualquer outro tipo de negócio, ou seja, alguém que tem limites para agir: uma boa gestão condominial é facilmente avaliada a partir de seus balancetes, das boas condições das instalações, dos recursos materiais e tecnológicos e do estado de conservação das suas áreas comuns. Além disso, segundo especialistas, uma administração mais profissional gera mais economia, conta com mais organização financeira para o condomínio sem sobressaltos e cotas extras. O síndico profissional deve ser participativo, comunicativo, ter liderança, disciplinado, organizado, ter noções de contabilidade, recursos humanos, direito e ser um bom negociador para tratar com os fornecedores e até com os condôminos, nunca ser um ditador e sim tratar todos os assuntos com diplomacia e sempre ser democrático.

Outra vantagem muito considerada na escolha por um síndico profissional é a impessoalidade, por evitar abusos e problemas de convivência, pois quando o condomínio funciona como uma empresa, as pessoas sabem que há dias e horários preestabelecidos para o atendimento de assuntos relativos a trabalho.

Fonte: Jornal do Síndico

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