15 de março de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

O cuidado é coletivo

A segurança dos condomínios vai além de contratar um serviço especializado. Os moradores e colaboradores devem tomar algumas precauções, como não publicar em redes sociais – mesmo que involuntariamente – informações sobre horários e rotas dos condôminos.

A capital federal registra altos índices de violência é preciso estar atento a vários cuidados com os condomínios. Fatores que parecem simples fazem toda a diferença e quem mora em prédios ou loteamentos deve saber dividir a responsabilidade: a segurança depende do síndico, dos colaboradores, prestadores de serviço e, logicamente, dos condôminos.

Um dos conselhos é que todos os envolvidos na rotina do condomínio mantenham a atenção redobrada, pois a colaboração é fundamental para a segurança. Quanto à portaria, caso não haja um profissional habilitado para ser o responsável, os moradores devem ser extremamente criteriosos e permitir a entrada apenas de conhecidos. Deve-se evitar, ao máximo, abrir a porta para estranhos, mesmo que acompanhados de funcionários do condomínio – pode tratar-se de uma tentativa de sequestro. O morador, ao ser solicitado para descer à portaria, deve procurar saber antes quem o aguarda.

Pimentel, do Sindicondomínio, alerta: ''Utiliza-se o individual a favor do coletivo''Pimentel, do Sindicondomínio, alerta: ”Utiliza-se o individual a favor do coletivo”

Os especialistas também frisam que manter um bom convívio – ou pelo menos saudável – com os demais moradores e funcionários é uma medida recomendável. É muito importante verificar, ao chegar e sair da garagem, se não há pessoas estranhas ou suspeitas. Caso um suspeito esteja em frente ao portão, por exemplo, é aconselhável dar voltas e acionar a polícia antes de retornar. É importante, ainda, nunca deixar objetos de valor à vista, bem como deixar as chaves de casa em portarias ou com empregados.

Os cuidados também devem vir por parte da administração. É necessário organizar ­reuniões periódicas para orientar os porteiros, principalmente, sobre a forma adequada de ação. É fundamental que as dependências do condomínio sejam bem iluminadas. Aos colaboradores que forem prestar serviços nas dependências do condomínio, é de grande valia que portem crachás com foto, ou, pelo menos, sejam cadastrados mediante fornecimento de dados pessoais e dos veículos.

 Festas geram movimentação

Em festas e eventos, os moradores devem respeitar o limite de convidados e organizar uma lista com o nome de cada um para deixar na portaria. Ao abrir a porta, procurar sempre saber antes quem está do lado de fora. Equipamentos eletrônicos com sistema de alarmes tendem a facilitar bastante a segurança.

Umas das dicas do presidente do Sindicondomínio, José Geraldo Pimentel, é não expor as ações e a condição social de cada família. Além disso, é essencial que os membros alternem periodicamente as rotas que seguem e locais que realizam compras, por exemplo. “Viver em condomínio significa dividir o espaço, utilizar o individual em comum com o coletivo, além de saber aceitar as diferenças de cultura”, esclarece. Cada condomínio possui uma convenção e as cláusulas sobre segurança.

Investimento

Os condomínios estão sendo cada vez mais visados por criminosos. Além do cuidado coletivo, é de grande importância contratar uma empresa que atue na segurança especializada, com serviços terceirizados de vigilância e portaria. A segurança eletrônica atinge áreas onde um vigilante não consegue atuar 24h. O Presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Distrito Federal (Sindesp/DF), Irenaldo Pereira Lima, lembra que cuidar da segurança do condomínio não se restringe apenas a contratar um motoboy que faça rondas em volta do condomínio com apitos. É uma questão muito séria e a empresa deve verificar a ficha criminal dos profissionais, assim como exigir referências. Segundo Irenaldo, o problema de muitos condomínios é que não foram projetados pensando na segurança, e ao contratar profissionais não era feito um levantamento da vida dos funcionários. O sistema era falho, abrindo portas para possíveis incidentes.

Fonte: Jornal da Comunidade

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