16 de julho de 2014   Publicado por: Garante Araribóia

Não jogue papel no lixo

Além de ajudar o meio ambiente, a reciclagem pode auxiliar famílias que vivem da atividade e até angariar receita para o condomínio

Alguns condomínios costumam adotar medidas de apoio à sustentabilidade em seu próprio dia a dia, como o uso de lâmpadas que requerem menor uso de energia e o reaproveitamento de água da chuva, mas aqueles que estimulam os moradores a separar material para reciclagem também podem colher resultados positivos, e dá para começar com algo simples, que todo mundo tem em casa em maior ou menor volume: papéis.

Jornais, revistas, folhas de caderno. São muitas as opções que podem ir para a reciclagem e, para começar, basta o condomínio sugerir a ideia, aproveitando alguma reunião ou assembleia, e unir um grupo de moradores com interesse em contribuir voluntariamente com ela.

Por que reciclar papel – De acordo com informações da ONG InfoNature, a reciclagem de papel diminui a necessidade de uso de recursos naturais, permitindo uma exploração mais racional; poupa mais de 60% do consumo de energia primária e 86% da água necessária para a fabricação do produto.

No Brasil, de acordo com dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), relatados em pesquisa do Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), 13,1% dos materiais descartados em 2010 eram papel, papelão e caixas longa-vida.

Naquele ano também foi aprovada a lei de resíduos, movimentando as cidades para implementar gradualmente a coleta seletiva, tornando o gerenciamento de resíduos uma condição legal para o acesso a recursos federais no País. Ainda assim, conforme o estudo Ciclosoft realizado em 2012, somente 14% dos municípios brasileiros ofereciam a opção, sendo a maior parte nas regiões sul e sudeste.

A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, desenvolveu uma estrutura de coleta seletiva através da qual envia técnicos aos locais indicados (empresas ou condomínios) para verificar se é possível a instalação de contêineres para o recolhimento do lixo reciclável. Para obter mais informações é preciso ligar para o telefone 156.

Onde mais vender ou doar – Se houver espaço para acumular um grande volume pode valer a pena procurar empresas que comprem o papel, caso da Fratelli, localizada em Cotia, SP.

“Para a compra de papel para reciclagem, fazemos a coleta em sua empresa ou condomínio, sem custos para retirada a partir de 1,5 mil quilos”, explica a empresa em seu site.

Já se o objetivo não é vender, mas doar, há muitas redes de catadores espalhadas pelas diversas regiões do País. A Rede Cata Sampa, por exemplo, é formada por 15 cooperativas e associações de catadores. São beneficiados cerca de mil catadores organizados e suas famílias. Uma simples pesquisa pode indicar quais as associações mais próximas do condomínio.

Também há ONGs que utilizam papel frequentemente. Entre elas, as que reciclam e produzem artesanato que será vendido posteriormente, ou as que abrigam animais abandonados e utilizam jornal, especialmente, tanto para fins de higiene quanto para aquecê-los no frio.

Tipo de papel que os moradores podem separar

- Jornais e revistas; folhas de caderno; cupons de caixas eletrônicos (de Bancos, mercados, etc.); caixas em geral; aparas de papel; envelopes; rascunhos; embalagens cartonadas

Tipo de papel que não serve para reciclagem

Etiquetas adesivas; papel de fax; papel carbono e celofane; papéis sanitários; papéis metalizados; papéis plastificados; guardanapos; fotografias.

Fonte: iCondominial

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