15 de abril de 2014   Publicado por: Garante Araribóia

Muros equipados

Em tempo de arrastões, a proteção perimetral pode inibir invasores e aumentar a segurança no condomínio.

Em julho de 2012, o número de arrastões em condomínios na Grande São Paulo já superava as estatísticas da mesma ocorrência durante todo o ano de 2011. As notícias diárias de invasões e furtos mostram que nem os condomínios mais luxuosos escapam da ação dos criminosos.

Em boa parte dos casos, a entrada dessas pessoas nos condomínios é facilitada por um sistema de segurança falho e profissionais despreparados, que abrem os portões sem que seja feita a correta identificação do indivíduo que pode se passar por prestador de serviço ou conhecido de algum morador.

Mas há também casos em que a invasão ocorre quando o assaltante tem acesso ao condomínio transpondo a barreira física.

Nesse ponto, a proteção perimetral, equipamento destinado a proteger o entorno do empreendimento, pode ser uma aliada no aumento da segurança no local.

Estão disponíveis no mercado diversos produtos para este fim. A gerente de tecnologia da Provise Segurança e Tecnologia, Márcia Brandão, explica que eles se dividem em duas categorias: barreira física e sensores.

“Na parte de barreira física nós temos a cerca elétrica comum, o padrão de concertinas, a tela laminada, que por imitar um alambrado é melhor visualmente, e a cerca speedwrite, que se destaca pela durabilidade. Já na parte de sensores, há o sensor IVA e o cabo microfônico.”

Invista em consultoria – Para escolher o sistema mais adequado para o condomínio vale procurar ajuda profissional, conforme afirma o gerente de condomínios Ivan Bento: “O que eu recomendo é: gaste um pouco mais e, primeiro, contrate uma empresa para prestar consultoria. A empresa se reúne com o corpo diretivo e pelo perfil, localização e entorno pode decidir qual é o melhor sistema”.

Márcia acrescenta que também é importante verificar o padrão do condomínio, o orçamento disponível e alinhar as expectativas, ou seja, definir o que se busca por meio de determinado sistema. “A todas essas variáveis se une a tecnologia mais adequada para o condomínio, que pode ser uma soma. Então em um trecho pode-se usar uma e em outro, outra.”

Decisão compartilhada – Outro aspecto importante é que o processo deve ser definido em assembleia, por se tratar de um gasto que será rateado: “E não pode ser aprovada em outros assuntos de caráter geral, é preciso que seja uma assembleia específica. Existe também um quórum específico para aprovação que é a maioria das pessoas que estiverem presentes”, afirma o gerente de condomínios.

Definido o produto é hora de escolher a empresa que fará o serviço. Bento aconselha que o orçamento seja feito com mais de uma empresa (para poder comparar os valores), que também seja verificada a idoneidade da empresa a ser contratada por meio de referências e também que se procure saber qual é o tipo de equipamento. “Não pode ser um equipamento obsoleto que não tem mais a manutenção técnica. Também pode acontecer de o equipamento ser importado da China ou Coreia e não se conseguir encontrar as peças”. Reafirmando a importância da consultoria prévia, o gerente de condomínios diz: “Não deixe a empresa escolher a melhor opção para o condomínio, porque diferentemente dela, o consultor de segurança não vai vender o equipamento, ele vai orientar sobre o sistema de segurança mais adequado”.

Manutenção é essencial – Mas todo o investimento é em vão se, após a instalação não forem feitas as devidas manutenções: “O ideal é fazer uma manutenção preventiva mensal, uma checagem geral das condições do sistema”, aconselha a gerente de tecnologia Márcia Brandão, e comenta sobre os riscos da falta da manutenção: “Ter investido um capital, acreditando que está protegido e o equipamento pode estar com defeito. No momento de um sinistro não ser avisado, e ter um problema. Então é bom ter planos preventivos, se não for mensal, que seja bimestral, que o condomínio reserve uma verba para a manutenção. Pois é uma quantia muito pequena perto dos benefícios que o sistema em bom funcionamento traz”.

Segurança coletiva - De acordo com o consultor em segurança Siderley Lima, os equipamentos contribuem muito para a segurança do condomínio, mas não são suficientes.

“Costumo dizer que a segurança é um conjunto que envolve equipamentos e procedimentos. Investir na segurança eletrônica para proteger seus moradores é o primeiro passo, mas não adianta tanta tecnologia sem treinar e preparar o porteiro e demais funcionários”, afirma. “Os sistemas de segurança”, completa, “são para retardar caso ocorra uma situação. O importante é ter uma pessoa monitorando tais equipamentos. Nenhuma barreira é intransponível. Se o criminoso tiver tempo e técnica ele irá conseguir ultrapassar o obstáculo”.

Lima ainda destaca que a segurança condominial depende de todos. “A segurança só funciona quando existe a conscientização entre os moradores, porteiros, zeladores, enfim. Todos devem estar cientes que a segurança do local depende dos procedimentos e atitudes de cada um. A segurança é coletiva.”

Para implantar a proteção perimetral no condomínio

  • Convoque uma assembleia e conte com o auxílio de um consultor em segurança para escolher o sistema mais adequado
  • Faça orçamento com mais de uma empresa e verifique a idoneidade e o tipo de equipamento utilizado por cada uma. Equipamentos importados ou obsoletos podem gerar problemas
  • Fique atento à manutenção preventiva, para evitar sinistros, e à sinalização, para evitar acidentes
  • Invista na capacitação dos funcionários para que o capital gasto em proteção e tecnologia não seja em vão
  •  Conscientize os moradores da importância de seguir as normas de segurança
Fonte: iCondominial
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