4 de dezembro de 2012   Publicado por: Garante Araribóia

Moradores devem evitar assuntos polêmicos para não acontecer brigas na reunião

 (Eduardo Almeida/RA Studio)A vida em coletividade pode trazer alguns transtornos. Afinal, administrar diferentes personalidades pode gerar conflitos, que, por vezes, fogem ao controle em reuniões de condomínio. Esse tipo de situação pode ser bastante constrangedora e gerar problemas que comprometem o convívio dos moradores, mesmo aqueles que não tomam partido nas discussões. Para impedir que situações como essa ocorram, o vice-presidente da área das Administradoras de Condomínios da CMI/Secovi-MG, Leonardo Mota, diz que é essencial evitar levar assuntos polêmicos para a reunião. “Ela deve ser um espaço para deliberar e exercer o poder de decisão, não para resolver conflitos. Por isso, a condução é muito importante e deve ser harmônica. Caso haja conflito entre duas pessoas, elas têm que solucioná-lo entre si.”

Mesmo assim, há casos em que a discussão é inevitável. Para apaziguar os ânimos, o conselho de Leonardo Mota é que o presidente da assembleia conduza a reunião do início ao fim. “Não deixando problemas de relacionamento interferirem no resultado. O ideal é tentar cancelar ou adiar a reunião para evitar a polêmica”, acrescenta.

De acordo com o vice-presidente da área de Administradoras, a regra é sempre negociar usando o bom senso e exercer a tolerância. Para ele, esses são os limites para que haja bom relacionamento em um condomínio. “Todo mundo mora em uma coletividade e, infelizmente, essas duas coisas, às vezes, não ocorrem. Condomínio não é quartel e síndico não é polícia para aplicar punições”, ressalta Leonardo Mota.

A cautela é imprescindível, principalmente considerando-se que o condômino que se sentir ofendido poderá tomar providências em relação ao agressor. “Em assembleias, muitas vezes, acontecem situações de falta de respeito, o que é complicado, porque em uma reunião estão presentes várias pessoas que podem ser testemunhas e há uma ata para registrar o que ocorreu. Portanto, as ações de desrespeito podem ser levadas para a Justiça”, alerta.

AGRESSÕES E qualquer tipo de agressão – física ou moral – pode resultar em um processo, e quem se sentir ofendido tem como buscar reparação, segundo Leonardo Mota. “Nesse caso, a pessoa que for agredida deve conduzir a denúncia e isso não compete ao condomínio. Inclusive, se isso acontecer com o síndico, ele deve tomar as medidas por conta própria. Portanto, é uma coisa personificada e deve ser tratado dessa maneira.”

Nesses casos, ao síndico cabe a diplomacia, servindo como mediador para contornar a situação, evitando que os conflitos surjam e se tornem brigas, como orienta Leonardo. “Tem que agir politicamente e se resguardar com as normas. Mas não é seu papel resolver questões pessoais”, ressalta.

Fonte: Lugar Certo

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