14 de outubro de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Microapês exigem escolhas racionais na organização dos espaços

Morar em um apartamento de um quarto, em geral, com sala, cozinha e tudo o mais conjugado, exige compatibilidade de estilos e decisões firmes para evitar desperdício de espaço.

O arquiteto José Ricardo Basiches destaca o perfil “descolado” desse tipo de unidade. “A linguagem é jovem e alia sofisticação e modernidade”, diz Basiches, do escritório responsável pelo interior de um edifício da construtora Vitacon com unidades de até 52 m².

“O público que procura um imóvel assim é mais arrojado, porque sabe que terá o quarto grudado em uma sala, que é quase dentro da cozinha, e encara isso bem”, acrescenta a arquiteta Claudia Albertini.

Para o executivo Airton Lozano, foi uma questão de adaptação. Em junho deste ano, ele saiu de um apartamento de 160 m² e foi para outro de 40 m², de um quarto.

“Precisei voltar a ser solteiro e em um local menor”, conta ele, que se mudou para o imóvel na região da Vila Nova Conceição (zona sul) seis meses após a compra.

Grande parte deste tempo foi para a reforma do espaço, que ganhou ar “clean”, com mescla de tons e o cuidado de não entulhar os cômodos –preparando-os para receber as filhas de Lozano.

“Um móvel cria uma divisão entre o quarto e a área para closet, com espaço para a filha. Assim, cada um pode manter sua intimidade”, diz Andrea Parreira, arquiteta responsável pelo projeto.

Racionalidade

Com o metro quadrado tão valioso, é fundamental ser racional e criativo ao planejar um apartamento compacto.

Recorrer à marcenaria é uma alternativa para “fazer tudo se encaixar”. “O interior é personalizado, cada canto é aproveitado para deixar a circulação livre”, diz a arquiteta Albertini.

O truque dos móveis transformáveis e multifuncionais ajuda a liberar espaço e criar áreas de armazenamento.

Nessa linha, o arquiteto Robert Robl aconselha recorrer a um sofá de até 90 cm de profundidade. Quando não der para ter um, a cama pode ser “maquiada” com capas e almofadas, ganhando cara de assento.

Na área da cozinha, a tecnologia ajuda. Segundo Albertini, há fornos com função micro-ondas e depuradores de ar que se retraem quando não usados.

A integração entre os ambientes também é essencial nesta configuração. “Não existe mais isso de compartimentar”, diz José Ricardo Basiches.

Por isso, o piso deve ser de um único modelo para todo o apartamento e, preferencialmente, em cores claras, porque elas aumentam a sensação de amplitude.

Paredes e estofados em tons neutros também ajudam a ampliar o espaço. “Mas é preciso tomar cuidado para não ficar tudo muito branco e perder o aconchego”, alerta Basiches.

A dica é mesclar tons claros e introduzir cores mais fortes, que “aquecem o ambiente”. Para ter esse resultado de forma bem dosada, acessórios como almofadas e luminárias e estantes são opção.

Confira como aproveitar e fazer os pequenos espaços renderem uma boa convivência

- Caixilho baixo e vidro abaixo da janela aumentam a luminosidade e a sensação de amplitude

- A cozinha aberta para a sala cria fluidez e continuidade entre os ambientes

- Cores fortes em detalhes e peças de design aquecem o ambiente, desde que bem dosadas

- Espelhos no teto “esticam” pé direito, mas exageros podem prejudicar o aconchego

- Mesa-balcão funciona de apoio para a cozinha, de prateleira para o living e para as refeições

- O piso, que é o mesmo para todo o imóvel, precisa ser resistente a áreas molhadas como a cozinha

- Livros, objetos pessoais, vasos e peças de design criam contrate, mas, em excesso poluem ambiente

- É possível ter uma boa variedade de eletrodomésticos se eles forem embutidos

- Branco é básico para espaços pequenos, mas prefira mesclar tons básicos para evitar monotonia

Fonte: Folha de São Paulo

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