12 de dezembro de 2012   Publicado por: Garante Araribóia

Mercado prevê 2013 estável

No ano que vem, setor de construção civil não deve enfrentar mudanças bruscas. Empresas apostam em ciclo de equilíbrio entre oferta e demanda.

Terreno onde será o Green Center, da Thá: em 2013, construtoras apostam em lançamentos mais planejados, em áreas pouco exploradas

Os números do setor da construção civil em 2013 não devem mostrar diferença significativa com relação aos dados dos últimos dois anos. Depois de um crescimento acentuado nos primeiros anos da última década, o setor alcançou um patamar mais constante e comemora a estabilidade. Por isso, os lançamentos do próximo ano serão resultado de extensa pesquisa e análise do mercado consumidor.

“Os dados relativos ao setor em 2013 serão muito parecidos com os que vimos esse ano. Mas isso é bom, porque indica que o setor está mais maduro e até mais profissional”, avalia o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná (Sinduscon-PR), Normando Baú. Para ele, a tendência é positiva, porque vai refletir em lançamentos vendidos de forma mais rápida e com mais qualidade.

“Os produtos tendem a ficar melhores, porque estamos em outra fase do mercado. Não é como em 2003 ou 2007, que tudo o que você fazia, vendia. Agora, as incorporadoras precisam pesquisar mais para oferecer um produto que vá ao encontro do que o consumidor realmente quer. Isso é bom para todo mundo: o cliente sai satisfeito e não há estoques”, comenta.

As empresas de construção e incorporação de Curitiba confirmam a tendência: os lançamentos previstos para o ano que vem são fruto de mais análise do mercado consumidor e da região da cidade onde serão implantados. Nilton Antonietto, diretor de incorporação do grupo Thá, conta que a estratégia do grupo para 2013 vai ser diversificar nos lançamentos. A previsão é de ter sete empreendimentos novos, entre unidades comerciais e residenciais, em diversas regiões da cidade e na região metropolitana. “Estamos otimistas e vamos buscar regiões das cidades que ainda tem demanda reprimida”, diz Nilton. A empresa aposta em um Valor Geral de Vendas (VGV) que chegue a R$ 450 milhões em 2013. A rentabilidade pode até aumentar, de acordo com o diretor, por causa do sucesso esperado em alguns lançamentos. “Temos o Green, que fica na rua São Francisco. É um empreendimento novo, numa região, que há muitos anos não há nenhum lançamento. Vamos buscar essas regiões”, confirma.

A localização acertada também é a aposta da Cyrela. “Para o público curitibano, a localização é imprescindível, então é ideia é manter essa prioridade”, diz o diretor executivo, Marlos Dória. A empresa projeta o lançamento de quatro empreendimentos em 2013 – ao todo, cerca de 600 unidades – que somarão R$ 380 milhões em VGV.

Cenário sem crescimento não é negativo

O presidente do Sinduscon-PR, Normando Baú, avalia que a projeção de estabilidade é positivo, já que mantém o mercado em um patamar acima da média histórica do setor. “Estamos em equilíbrio, mas, ao mesmo tempo, os números de lançamentos, por exemplo, dos últimos três anos, é cinco vezes maior do que o que era realizado em 2003”, diz.

Para ele, a desaceleração da economia não impactou a construção civil de forma intensa e a construção ainda passa bem porque ainda há déficit habitacional. “Temos também o crédito, tanto para as empresas como para quem quer comprar. Se o financiamento continuar sendo incentivado, podemos garantir o crescimento para o setor”, comenta. Para ele, o único fator que poderia gerar uma reviravolta no mercado seria o fim da concessão de crédito.

O diretor de incorporação da Invespark, Eduardo Quiza, comenta que a possibilidade de adquirir um imóvel instiga os investidores e alimenta o mercado da construção civil. “Com a queda da taxa de juros e a rentabilidade do aluguel, passou a ser interessante investir. Acreditamos que existe a migração de investidores que estão na poupança ou em aplicações de renda fixa para a área imobiliária”, explica. A Invespark planeja lançar pelo menos dois empreendimentos, que somam 400 unidades e VGV de R$ 100 milhões.

A estabilidade do setor pode refletir em preços mais condizentes com a região do lançamento. A incorporadora Hafil pretende lançar em 2013 entre quatro ou cinco produtos, que correspondem de R$ 170 a 220 milhões. “Vamos lançar tanto o comercial quanto o residencial. Vemos que, dependendo da região, há necessidade de um empreendimento diferente, mas que precisa ser bem planejado”, diz o diretor geral da empresa, Caio Napoli.

Fonte: Gazeta do Povo

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