16 de dezembro de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Mercado desenvolve produtos e serviços que diminuem consumo de energia nos condomínios

Contar com a colaboração dos moradores pode contribuir para o fim do desperdício, mas para diminuir significativamente o valor da conta de luz é necessário recorrer a soluções oferecidas pela construção civil

Iluminação, elevador, portão eletrônico e bomba de água são os grandes responsáveis pelo consumo de energia elétrica em condomínios. Contar com a colaboração dos moradores pode contribuir para o fim do desperdício, mas para diminuir significativamente o valor da conta de luz é necessário recorrer a soluções oferecidas pelo mercado de construção civil. Porém, antes de tomar qualquer decisão, o síndico deve se lembrar de consultar todos os condôminos em assembleia.

O engenheiro de soluções energéticas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) Leonardo Resende Rivetti Rocha alerta que a escolha das lâmpadas influencia na conta de luz. A substituição de lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas pode contribuir para a redução de até 25% do valor a ser pago. “Vamos imaginar uma lâmpada incandescente de 60kWh. Em um condomínio, considerando 10 horas de uso por dia, o consumo será de R$ 1,60 por mês. A fluorescente compacta de 15kWh, com um quarto da potência, vai gerar uma economia significativa (R$ 0,40)”, exemplifica.

À medida que as lâmpadas incandescentes deixam de ser fabricadas no Brasil, entra em cena a tecnologia LED. Apesar de ser mais cara, Rocha destaca que a diferença de preço pode ser recuperada de quatro a seis meses quando instalada em um prédio. “Para condomínios, o uso se justifica porque a vida útil das lâmpadas de LED é muito superior”, informa. Enquanto a incandescente dura 800 horas e a fluorescente compacta precisa ser trocada em cinco mil horas, a LED pode resistir por 24 mil horas.

Além de escolher lâmpadas com menor potência, o engenheiro da Cemig diz que reduzir o tempo de uso também contribui para economia de energia. Rocha sugere aproveitar ao máximo a iluminação natural durante o dia e instalar sensores de presença em áreas de pequena circulação, como garagem, hall de entrada e corredores, para que lâmpadas não permaneçam ligadas desnecessariamente. Nesta época do ano, a decoração de Natal vai demandar um consumo maior, já que as lâmpadas ficam ligadas a noite toda por mais de um mês. Pensar em uma iluminação mais econômica pode evitar surpresas na conta de luz.

Em relação aos sensores de presença, o diretor da Green Gold Engenharia e Projetos, Júlio Fonseca, lembra que há um limite de abrangência. A iluminação atinge, em média, um raio de 10 metros. O especialista fala que soluções automáticas têm sido muito usadas em áreas de circulação de condomínios, mas pelo alto custo ainda estão restritas a empreendimentos de luxo. “O software vai ligar as lâmpadas do hall social a partir das 19h e deixá-las acesas até as 23h, por exemplo. Automaticamente, o computador desliga as lâmpadas no horário selecionado”, explica.

Os elevadores ecológicos intensificam a economia de energia em condomínios. “O próprio equipamento ajusta o motor de acordo com a carga que está conduzindo. O elevador convencional está sempre na carga máxima. Vai consumir energia necessária para transportar 10 pessoas, mesmo que só haja uma”, esclarece Fonseca. Há elevador que gera energia para ele próprio consumir. Cada vez que passa por ímãs instalados no trilho, é gerado um campo eletromagnético que se transforma em eletricidade.

Manutenção

O aquecimento solar até pode ser usado para piscina, vestiário e cozinha do salão de festas, mas o diretor da Green Gold sugere um estudo para a instalação exclusiva na área comum, pois costuma ser mais viável quando atende todas as unidades do prédio. Fonseca recomenda a manutenção anual das bombas de água e esgoto para analisar se estão trabalhando em sobrecarrega, o que leva a um consumo maior de energia. Na hora de comprar equipamentos elétricos, o engenheiro da Cemig Leonardo Rocha orienta dar preferência aos que contêm selo Procel – Inmetro, que atesta a eficiência energética.

Qualquer alteração da estrutura funcional de um prédio precisa ser aprovada em assembleia. Caso contrário, o morador que se sentir prejudicado tem o direito de acionar a Justiça. “O condômino pode alegar que comprou o apartamento porque ali tem iluminação ampla e tem pavor de lugar escuro ou porque tem dois elevadores”, pontua o diretor comercial da Administradora de Condomínios Opala, Marcos Nery. O síndico só tem autonomia para fazer mudanças que vão gerar economia, sem alterar a qualidade do serviço, como instalar uma bomba de água mais econômica ou trocar o teclado analógico do elevador por um digital.

Fonte: Lugar Certo

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