12 de junho de 2015   Publicado por: Garante Araribóia

Mais espaço para crianças

Playground dos edifícios cresceu, apareceu e agora também responde pelo nome de brinquedoteca

Fotos: Celso Pacheco
Brinquedotecas em condomínios residenciais recebem, cada vez mais, grandes estruturas de lazer, típicas de shoppings centers
Espaços kids seguem valorizando modelos educativos e até resgatando brinquedos antigos, como o autorama
Em 30 anos trabalhando quase que exclusivamente com edifícios, a arquiteta Luiza Bohrer viu muitas mudanças, principalmente, nas áreas de convivência dos moradores. “A sala de ginástica, que virou academia e hoje é fitness center”, explica Luiza, sofre as modificações que a área dos exercícios foi recebendo. Com o espaço das crianças, também não é só a nomenclatura que vem variando ao longo dos anos.

“Os espaços estão cada vez mais setorizados”, lembra a arquiteta. “A brinquedoteca para as crianças de até seis anos; a sala de jogos, com pebolim e pingue-pongue para os maiores, e a área externa, que além do playground agora pode ter a mini-cidade”, aponta para um espaço de ruas, faixas de pedestres e até rotatórias. “Por mais que o apartamento seja de bom tamanho, os espaços para as crianças no térreo são uma forma de socializar. Além da segurança delas por não precisarem ir para a rua”, explica.

Apesar dos tempos tecnológicos, as brinquedotecas seguem valorizando os modelos educativos e até resgatando brinquedos de outrora. “Fazemos questão de colocar a lousa em todas as brinquedotecas”, diz Luiza, que assina áreas de lazer de Curitiba a Cuiabá, além de Londrina, onde comanda o escritório de arquitetura. “Muitas crianças nem sabem mais o que é uma lousa”, conta a arquiteta. Rolos de papel acoplados às mesinhas também são uma solução para as áreas infantis, indica a arquiteta.

Entre as preocupações que envolvem a criação dos espaços das crianças, a segurança é essencial. “Pensamos na altura das cabecinhas, nas quinas, no mobiliário, prevendo e prevenindo dos acidentes”, avalia Luiza. Quanto à escolha dos tons, a arquiteta conta que as cores primárias, principalmente, são um gosto pessoal da equipe. “Mas é preciso tomar cuidado com o exagero. A criança precisa ser estimulada, mas não agitada”, ensina.

Com espaços cada vez mais personalizados, a sala de bonecas foi uma das recentes criações do escritório de Luiza. Segundo a arquiteta, as áreas infantis foram ganhando mais destaque nos projetos dos edifícios a partir do momento em que as incorporadoras passaram a entregar as áreas de lazer já decoradas.

“Se há uns dez anos as lan houses eram o máximo nos prédios, hoje basta ter um wi-fi”, lembra a arquiteta. Para ela, um novo modelo está surgindo em um primeiro empreendimento em Curitiba. “Estamos fazendo a brinquedoteca ao lado do espaço gourmet e os pais podem ver os filhos por um visor”, adianta. “É preciso se preocupar com a locação do espaço no térreo. O espaço das crianças não pode ficar próximo da saída de carros, por exemplo. Em Curitiba, procuramos posicionar o ambiente para que pegue bastante sol, já em Cuiabá é justamente o contrário”, conta.

TENDÊNCIAS
O tom festivo também é destaque nos espaços que começaram a surgir há uns três, quatro anos atrás: o salão de festas infantil. “Começamos a perceber nas conversas aqui no escritório e nos briefings com a construtora a questão das festas infantis”, explica Luiza. “Do piso ao mobiliário, é tudo mais lavável”, define a arquiteta, que também lembra do isolamento acústico.

Outra tendência recente que a arquiteta vem observando é a reprodução dos espaços infantis das áreas comuns dentro dos apartamentos. “Principalmente nas varandas, que estão ganhando espaços para as crianças”, conta. As pesquisas pós-ocupação, feitas pela construtora com moradores depois de dois ou três anos, são materiais de inspiração para a arquiteta. “Olhamos para frente para ver o que há de novidade e também olhamos para trás para ver se o que foi feito está sendo aceito”, avisa.

Fonte: FolhaWeb
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