2 de setembro de 2016   Publicado por: Garante Araribóia

Janelas seguras

Janelas seguras

Com normas técnicas específicas, telas de proteção também devem seguir padrões estabelecidos por condomínios para janelas seguras.

Utilizadas nos condomínios para a segurança de crianças, animais de estimação e até mesmo de adultos, as telas de proteção seguem, desde maio de 2012, três diferentes normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) com orientações específicas para fabricantes de telas e de cordas e outra para as empresas que realizam a instalação.

Integrante da comissão que elaborou as normas e há mais de 20 anos empresário do ramo, Nelson Cristiano Santos Jucoski explica que a NBR 16046-1 especifica os requisitos mínimos para fabricação de redes de proteção para edificações, orientando os fabricantes e laboratórios de teste, já a NBR 16046-2 especifica os requisitos mínimos de fabricação das cordas utilizadas para instalação de redes de proteção e a NBR 16046-3 especifica os requisitos mínimos para a instalação das redes de proteção para edificações, dirigida às empresas instaladoras de redes de proteção.

De acordo com o especialista, as redes devem ser testadas pelos fabricantes em seus próprios laboratórios e também em laboratórios contratados, que emitem laudos técnicos para confirmar que o produto está de acordo com as normas de fabricação, que tem como parâmetros a resistência ao peso, a exposição a raios UV, a tenacidade, o alongamento e a tração. “Os fabricantes que têm seus produtos testados fazem questão de mostrar em seus meios de divulgação que o produto foi testado e apresenta os resultados positivos”, destaca.

Também profissional do ramo, Claudir Valendolf complementa explicando que as telas resistem até 500 kg por metro quadrado e são feitas de polietileno, podendo ser nas cores branca, areia, marrom ou preta. Os ganchos podem ser de inox ou galvanizados e instalados com um espaço de 35 cm a 40 cm para obter total segurança e ter a garantia.

Os técnicos lembram ainda que, além das normas oficiais, antes de solicitar a instalação das telas, também é importante se informar sobre as regras estabelecidas para o assunto em cada condomínio. Segundo Nelson, o síndico pode, por exemplo, questionar a instalação das redes com relação à questão da segurança, da padronização de material quanto ao modelo, cor, tipo de gancho e tipo de instalação, ou seja, se este deve seguir o padrão por dentro ou por fora do quadro das janelas e varandas. “Em geral nunca precisamos pedir permissão expressa ao síndico para a instalação. Quando chegamos comunicamos ao porteiro o serviço que faremos e este nos passa alguma recomendação ou aviso relacionado. Mas já tivemos alguns casos em que o síndico tentou proibir a colocação, porém os condôminos levaram o assunto à assembleia e a autorização para instalação foi concedida”, relata Nelson.

Padrão

No Edifício Montparnasse, em Balneário Camboriú, as redes devem ser instaladas de acordo com o estatuto do condomínio e devem seguir as normas da ABNT, garantindo um padrão estético e de segurança adequados. “A rede indicada para o nosso edifício é instalada do lado externo, contendo todos os tratamentos adequados, sendo a ideal, a tela de polietileno branca, 100% virgem, que não se deteriora com sol e umidade, tendo um período de garantia de três anos, quando deve passar por uma revisão”, explica a síndica Aldanice Martins Dudek.

janelas seguras

Aldanice Martins Dudek, síndica do edifício Montparnasse, em Balneário Camboriú

Segundo Aldanice, por ser uma questão de segurança, não há necessidade de pedir autorização para colocar a rede nas unidades, porém, sempre que é efetuada alguma obra no edifício, o condômino deve comunicar para que o síndico possa supervisionar o trabalho, evitando diferenças que interfiram na estética do prédio.

Expostas à ação do clima, como a chuva, sol, maresia e outros, as telas também precisam de cuidados para que possam ter maior durabilidade e não colocar a segurança em risco. “As redes de boa procedência são preparadas para suportar as intempéries, pois na confecção dos fios já estão inseridos estabilizantes anti-UV e antioxidante, que dão maior durabilidade e vida útil ao produto”, salienta Nelson.

Mas apesar de todas as garantias e testes, o especialista recomenda alguns cuidados, como por exemplo, evitar produtos químicos, pois podem alterar a estrutura molecular do produto. “Quando é realizada a lavação da fachada do edifício com cloro, por exemplo, pode haver a queima do material. Também já tivemos caso em que o cliente colocou panelas quentes na janela para esfriar e até mesmo ferros de passar-roupas, ocasionando a queima”, relata.

De acordo com Nelson, o período mínimo de garantia dado pelos fabricantes é de três anos e a vida útil do material é de cinco anos. Após este período recomenda-se providenciar a troca. “Ressalto que essas informações se aplicam a produtos que estão em conformidade com as normas, pois hoje no mercado há uma invasão de redes de origem asiática de baixa qualidade, e até pessoas que fazem as redes à mão sendo totalmente desaconselhável o uso desses materiais. Por essa razão, devem-se procurar sempre empresas que sejam recomendadas pelos fabricantes”, orienta.

Fonte: CondomínioSC

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