18 de junho de 2014   Publicado por: Garante Araribóia

Intolerância máxima

É difícil conviver em condomínio quando não há vontade de entender o outro.

por Marcio Rachkorsky

A palavra que mais me vem à cabeça é uma só: intolerância. E em um grau máximo, acrescida de maldade, falta de amor ao próximo, beligerância e egoísmo. Manter a harmonia entre vizinhos não é tarefa fácil. Nos últimos dias, enfrentei casos duros, que anunciam desfechos nada amigáveis.

Num condomínio lindo, dois vizinhos vivem brigando em razão do barulho. Outro dia, encontraram-se na garagem e partiram para a agressão física, com direito a hospital e processos criminais. Não aceitam uma reunião de conciliação.

Na grande São Paulo, um grupo espalhou boatos sobre a lisura das contas do síndico. Alguns moradores receberam cartas anônimas com ameaças e, após auditoria nas contas, ficou comprovada a retidão da gestão. Em assembleia, a paz não foi selada e uma guerra política deve ser deflagrada.

Noutro condomínio, uma moradora é mãe de uma menina com problemas mentais. De forma involuntária, a criança bate os pés no chão, incomodando o vizinho de baixo, que reclama muito. A mãe da menina não aceita tamanha falta de sensibilidade e as discussões aumentam.

Não existe fórmula mágica para a paz, mas algumas ações da administração podem, de verdade, evitar e prevenir tragédias. Entre elas está eleger sempre o diálogo como ferramenta para dirimir conflitos e buscar sempre uma mediação para aproximar os vizinhos briguentos. Às vezes, uma boa conversa é melhor do que uma multa.

Tentar contato com os familiares de moradores mais problemáticos, para pedir apoio e auxilio, é outra alternativa. Casos mais complexos podem exigir a consultoria de um psicólogo para uma abordagem mais técnica com os envolvidos.

 Os funcionários também devem ser treinados para se desvencilhar de situações conflituosas com moradores exaltados, além de investir em sistemas modernos de vídeo, para coibir ações de vandalismo e violência, bem como para produzir provas contra infratores.

Fonte: SindicoNet

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