17 de agosto de 2012   Publicado por: Garante Araribóia

Insegurança: empresas contribuem com 50%

Falta de apoio dos moradores dificulta prevenção

Diante do crescimento da violência urbana na cidade de São Paulo, os edifícios residenciais e comerciais da capital paulista continuam sendo alvo das ações de quadrilhas organizadas. A facilidade com que marginais têm acessado os espaços internos dos condomínios vem chamando a atenção da mídia e tem provocado discussões entre profissionais que atuam na segurança desses locais. Para Wilson Bacco (foto), diretor do Grupo Portal Serviços (GPS), empresa de terceirização de mão de obra, que presta serviço em condomínios, 50% das responsabilidades são das próprias empresas que oferecem o serviço.

“Embora todos – funcionários, síndicos e moradores – tenham participação nas falhas que propiciam essas ocorrências, metade das responsabilidades pode ser debitada à falta de treinamento, de simulações de ocorrências, de estágios em órgãos públicos e de reciclagem periódica dos colaboradores das empresas contratadas”, afirmou o diretor.

Para Bacco, 25% das falhas podem ser atribuídas ao síndico, devido à escolha da prestadora de serviço e da frágil orientação dos síndicos aos moradores na questão da prevenção. Os restantes 25% das responsabilidades, o executivo atribuiu aos moradores e funcionários, que por resistência às normas do condomínio (no caso dos condôminos) e desconhecimento das regras (funcionários) expõem todos às ações dos marginais.

O diretor do GPS alertou que a não colaboração dos moradores – como deixar de abrir o vidro do veiculo, quando adentra a clausura, informações de ex-faxineiras das residências e à insatisfação pela retirada das encomendas de pizzas na portaria, por exemplo, acabam dificultando a prevenção por parte dos profissionais da área de controle de acesso nos prédios.

Bacco também citou o crescimento no número de condomínios em São Paulo e do conseqüente aumento da população que hoje mora nos prédios entre as causas do aumento das ocorrências. “Nem sempre os novos moradores estão acostumados à convivência nos edifícios e às normas que devem ser seguidas pelos condôminos”, disse. Para ele, o necessário investimento em tecnologias, como sistemas de monitoramento, treinamento e salários dignos aos profissionais que cuidam da segurança nos prédios também podem contribuir para a redução dos arrastões na cidade.

Fonte: Folha do Condomínio

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