18 de setembro de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Infiltrações em telhados exigem providências urgentes

A época das chuvas impede executar grandes reparos no telhado, mas soluções emergenciais diminuem riscos

Nem somente os telhados de imóveis construídos há mais de duas ou três décadas sofrem danos em épocas de chuvas intensas. Por exemplo, a cobertura por telhas inadequadas à inclinação da estrutura do telhado fatalmente motivará a ocorrência de goteiras, independente se a construção é nova ou antiga; ventos fortes podem destelhar ou interferir no correto posicionamento das telhas, seja qual for a idade do imóvel.

As causas de goteiras e infiltrações são inúmeras, mas quando a solução tem alguma complexidade, o problema é único: a impossibilidade de executar um reparo pleno em épocas de chuvas, principalmente porque o telhado fica úmido e escorregadio, oferecendo grande risco a quem se aventura caminhar sobre ele. A solução vem na forma de soluções emergenciais, que devem ser adotadas ao primeiro sinal de pinga-pinga.

Primeiro passo: identificar profissionais sérios e competentes para executar o serviço. No caso de não haver indicação de parentes ou amigos, é de bom tamanho solicitar ao pretenso contratado, no mínimo, três endereços e telefones de clientes recentes que utilizaram o serviço.

Ao solicitar referências, não se contente com números de telefones celulares, para evitar o “golpe do telhado”, em aplicação nos bairros de São Paulo onde ainda há várias construções antigas, como Ipiranga, Vila Madalena, Higienópolis e Perdizes. Os golpistas tocam a campainha, argumentam que observaram telhas soltas ou quebradas, e a partir de então desenvolvem uma farsa que leva o proprietário ao pagamento do sinal de um serviço que jamais será executado.

Segundo passo: solicitar o orçamento especificando qual é o problema e qual a solução a aplicar. Dois dias sem a ocorrência de chuvas não é tempo suficiente para permitir o início do trabalho, mas possibilita ao profissional, senão uma análise aprofundada, ao menos indicar qual a solução emergencial para minimizar o problema, até que passe a temporada das chuvas.

Na verdade, as ocorrências graves podem ser percebidas a partir do interior dos imóveis, pela observação do teto. Ao observá-lo, o bom profissional saberá se o teto está “selado” (encurvado), situação que, sendo de média ou grande proporção, obrigará a substituição de todo ou parte do madeiramento. Em casos como este, o aproveitamento de telhas será mínimo.

Nem sempre um grande volume de água escorrendo do teto significa que o telhado precisará ser substituído. Ocorrências como deslizamento de telhas e calhas entupidas, de fácil solução, podem provocar infiltrações tão importantes quanto outras, de maior complexidade.

Terceiro passo: sendo o problema de grande complexidade, impossível de sanar durante o período das chuvas, esclareça junto ao profissional a possibilidade de uma solução provisória.

Importante: tenha em mente que com o telhado não se brinca. Se houver chance de solução provisória, esta deve ser adotada somente até cessar a ocorrência intermitente de chuvas. Se não houver tal possibilidade, confine os móveis em uma dependência onde não haja goteiras, ou recolha-os a um guarda-móveis, faça as malas e mude-se para um hotel.

Lembre-se: o provisório não pode ser estendido até a próxima temporada de chuvas, porque chegando a esse estágio o problema agravará, aumentando significativamente os riscos e os gastos.

Genericamente, os profissionais da área e os seguros residenciais entendem e praticam como providência emergencial colocar uma lona ou similar sobre o telhado. É quase uma “gambiarra”, mas preferível a não adotar providência alguma.

O seguro residencial básico gira em torno de R$ 260 a R$ 300 reais. Em situação emergencial dá direito somente à colocação da lona ou similar. Outros tipos de seguro, bem mais caros (podem chegar a R$ 1.600), cobrem toda e qualquer ocorrência, incluindo material e mão de obra.

Quarto passo: como segurança para ambas as partes, faça um contrato, simples e objetivo, com o profissional ou a empresa que executará a obra. O contrato deve identificar o profissional ou a empresa e seu responsável e relacionar: problemas; soluções; tipo dos materiais a utilizar; prazo de execução, forma de pagamento e períodos de desembolso. Tais períodos devem ser vinculados, inclusive, à execução das etapas.

Recomendável: solicitar ao responsável pela obra, previamente ao início, que fotografe (até mesmo utilizando o celular) todos os pontos de intervenção. Esta providência deve continuar à medida dos avanços do trabalho, até a conclusão. Porque subir no telhado não é para “leigos”, nada mais justo você saber exatamente o que foi executado.

Precauções

Não acione interruptores se a água está escorrendo por tomadas ou lustres, situação que apresenta grande risco, porque pode provocar curto circuito em toda a rede elétrica do imóvel. Este tipo de ocorrência exige prevenção imediata. Desligue a chave geral e chame o eletricista para isolar pontos de risco, até o problema ser solucionado.

Não suba no telhado, julgando que uma “simples” substituição de telhas resolverá o problema. Substituir em telhados não é nada simples para quem não tem prática de caminhar sobre telhados, o que é ainda mais perigoso quando as telhas estão molhadas. Esta tarefa é para profissionais experientes.

Providencie vistorias periódicas para o telhado. Remover ferrugem, folhas, lodo e consertar eventuais buracos nas calhas, bem como substituir telhas comprometidas não tem grande custo, quando o problema (infiltrações) causado por tais ocorrências ainda não se manifestou.

Fonte: Imóvel Web

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