1 de outubro de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Inadimplência atinge mais da metade das pessoas que limpam o nome

Não pagamento das parcelas renegociadas é um dos motivos. Segundo os economistas, planejamento financeiro é a única saída

Mais da metade das pessoas que limpam o nome volta a ficar inadimplente em até um ano. A pesquisa do Serviço Central de Proteção ao Crédito mostrou que o motivo é o não pagamento das parcelas renegociadas. Por isso, segundo economistas, o planejamento financeiro é a única saída para honrar os acordos e não deixar de pagar as despesas fixas.

O microempresário Jeovair Tomaz é casado, tem dois filhos e uma dívida que há dois anos estava em R$ 4.700. Renegociou, mas não conseguiu pagar as prestações. O que aconteceu com ele é o mesmo que ocorreu com muitos endividados.  “Tava tudo tranquilo até eu receber as chaves do meu apartamento e o nascimento do meu segundo filho. Aí fugiu do controle”, conta.

“Se o consumidor não sentar com a família, não colocar no papel o que a família ganha, ele infelizmente vai fazer um acordo, mas não vai ser capaz de cumprir e vai voltar a situação de inadimplência”, explica o diretor do Serviço Central de Proteção ao Crédito, Fernando Cosenza.

Jeovair aceitou conversar com um educador financeiro. Primeiro passo: fazer o diagnóstico do que ele gasta, começando pelo financiamento da casa própria. “O valor da parcela é R$ 796 e do condomínio é R$ 146.”

As contas se dividem em: prestação da casa (R$ 800), faculdade (R$ 270), transporte (R$ 500), mercado (R$ 600), telefone (R$ 200), condomínio, água e gás (R$ 210) e extras R$ (220). O valor total é exatamente o salário da família. Por isso, não sobrava nada para pagar os R$ 270 da renegociação.

Para não cair no mesmo erro, a família vai ter que fazer cortes no orçamento. “Você tem que declarar guerra as dívidas. Algum tipo de racionalização, no supermercado, trocando marca, principalmente limpeza. No transporte, usando transporte público. É a fonte de economia para saldar sua dívida. E paralelo a isso tem que entrar mais dinheiro”, orienta o consultor financeiro Mauro Calil.

Fazendo isso, vão sobrar R$ 300 no fim de cada mês. Com isso, Jeovair vai poder pagar as parcelas da renegociação.

Fonte: Jornal Hoje

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