8 de julho de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Importante trabalho da portaria

Um dos serviços mais importantes de um condomínio localiza-se na portaria, para cuidar da segurança. Entretanto muita gente nem conhece as pessoas que trabalham ali

O porteiro Arlan Batista diz que quem trabalha em portaria não quer mais sair

É normal que os moradores de condomínios residenciais criem uma relação de amizade com os porteiros. A final, eles estão ali todos os dias, convivendo diretamente e são os responsáveis pelo controle de acesso dos visitantes e moradores e ainda prestam serviço para a segurança do local. Uma profissão um tanto esquecida pela população, mas que é essencial.

Para a contratação dos funcionários, geralmente os condomínios optam pela abordagem direta, mas existem alguns que buscam a facilidade e terceirizam os serviços. A contratação direta possui seus pontos fortes como maior controle dos funcionários, pois é possível acompanhar melhor a execução dos trabalhos e a questão dos salários. Geralmente, os condomínios pagam muito acima dos pisos salariais, justamente para motivar e garantir melhores serviços prestados. “A relação entre nós e os funcionários é muito boa e isso agrega valor aos serviços que acabam se diferenciando”, diz a síndica do condomínio Vivendas Lagoa Azul, Júnia Bittencourt.

Júnia Bittencourt também é presidente da União dos Condomínios Horizontais e Associações de Moradores no Distrito Federal (Única-DF) e está sempre familiarizada com a contratação de profissionais. “Estamos sempre atualizando nossos associados dentro de tudo que existe em matéria de legislação, de tudo o que acontece no seguimento dos condomínios. Buscamos sempre preparar os síndicos sobre o que está acontecendo no mercado e no mundo das leis, pra que eles tenham uma atuação séria e responsável como administrador”, explica ela.

Com isso, os funcionários são sempre valorizados e reconhecidos no trabalho que prestam. “Quem está trabalhando dentro de condomínio, não quer mais sair. O salário é bom e os moradores tratam muito bem”, diz o porteiro Arlan Batista, 29 anos. Ele também explica que ser porteiro é como toda profissão, tem seus dias tranquilos e outros corridos. “Nos dias de semana o movimento é mais calmo, mas em dias de festa, o trabalho é estressante”, afirma.

Em 10 anos atuando como síndica, Júnia já viu diversas situações entre os funcionários e moradores. Ela diz que a relação entre as partes em geral é muito boa, mas  que já viu desentendimentos e ressalva que esses conflitos não são bons para ninguém. O morador acaba se expondo e o funcionário corre o risco de perder o emprego. Para lidar com esses problemas, é preciso muita conversa até chegar a um consenso entre as partes envolvidas.

 A síndica diz que os funcionários devem ser os mais profissionais possíveis. “O envolvimento com o morador tem que ser profissional. Quando isso extrapola, acaba gerando intimidade, o que não acaba muito bem. O que funciona é o respeito mútuo”, explica.

Os porteiros são os principais funcionários de um condomínio, pois são responsáveis pela segurança dos moradores do local

E completa. “O que se quer de um funcionário que lida com um convívio e uma comunidade restrita é um bom relacionamento e uma troca de confiança. Caso se perca, a gente acaba perdendo o funcionário de uma forma ou de outra. Mas quando a situação é favorável ao prestador de serviço, a gente acaba comprando essa briga como administrador”, completa.

Formação

Mesmo existindo uma boa relação entre os porteiros, os moradores e os síndicos de um condomínio, o mercado de trabalho sempre pede que os funcionários sejam qualificados. Geralmente, os sindicatos fornecem cursos para os vigias condominiais e porteiros, o que valoriza ainda mais o profissional.

“Os vigias condominiais não são vigilantes, eles têm uma formação condominial, é algo mais específico. Eles não têm a função de abordar um bandido, e sim, de solicitar a presença da polícia, para que ela tome providências, caso esse tipo de situação ocorra”, afirma a presidente da Única-DF, Júnia Bittencourt.

O presidente do Sindicondomínio/DF, José Geraldo Pimentel, também defende a profissão e diz que os empregadores devem oferecer a possibilidade de crescimento.

“O que temos é a necessidade de enquanto empregadores, contratar nossos funcionários e bem deles cuidar, ofertando-lhes cursos de qualificação, remuneração digna, oportunidade de reconhecimento no seio condominial, e, uma certeza, que seus direitos estarão totalmente garantidos e seus familiares protegidos frente a possíveis acidentes ou invalidez pelo desenvolvimento de suas rotinas de trabalho”, defende.

Por exemplo, com o avanço da tecnologia, é normal que as portarias estejam cada vez mais eletrônicas. É preciso que os funcionários saibam lidar com os aparelhos e busquem estar atualizados. “Cobramos a formação do profissional, que ele esteja sempre com o curso reciclado e que esteja preparado para enfrentar o cotidiano. Aqui no nosso condomínio, quando tem algum curso novo, nós pagamos para o trabalhador”, afirma Júnia Bittencourt.

Fonte: Jornal da Comunidade

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