15 de março de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Funções da sinalização e da rota de fuga no sistema de prevenção de incêndio

Grande parte dos edifícios residenciais brasileiros está desprovida “de um padrão de conduta adequado em caso de sinistros com o fogo”, alerta o engenheiro e especialista na área, Waldir Pereira. É o caso da sinalização de emergência e da rota de fuga, que representam parte visceral do sistema de prevenção e combate a incêndio. A tragédia na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), revelou de forma triste ao País como ambos os itens são essenciais para salvar vidas em uma emergência como essa.

No caso dos edifícios, “o síndico precisa descobrir o estado do prédio que ele comanda e, para tal, o único caminho confiável é requisitar a revalidação do Auto de Vistoria junto ao Corpo de Bombeiros (AVCB)”, orienta Waldir. Cabe também ao síndico e corpo diretivo fazer uma lista de quesitos necessários para suprir as necessidades da lei. O especialista destaca ainda que, no caso da sinalização, ela é essencial em momentos de falta de energia.

A sinalização de emergência deve atender às normas do Corpo de Bombeiros (como a Instrução Técnica 20/2011) e da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e, de preferência, contar com laudo do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). Ela envolve amplo conjunto de recursos e ações que pretendem minimizar os efeitos negativos dos sinistros e o pânico entre as pessoas. A sinalização é fundamental ainda para que se coloque em ação o plano de fuga no momento da emergência.

Ou seja, a sinalização de emergência e o plano de rota de fuga operam em dobradinha, por isso, deve ser feita a verificação e manutenção periódica de seus componentes, realizada por especialistas, além de um trabalho constante de treinamento e conscientização, integrado às atividades da Brigada de Incêndio. Outro item importante a considerar em termos de rota de fuga, especialmente nos edifícios mais altos, é a adoção de antecâmaras e de ventilação artificial por pressurização nas escadas, sugere Waldir. Segundo aponta, 90% dos óbitos em um incêndio de monta são gerados pela intoxicação com a fumaça.

A síndica Nelza Gava de Huerta, do Condomínio Edifício Maison Du Rhone, no Campo Belo, zona Sul de São Paulo, diz que realiza a checagem contínua dos equipamentos e sistemas de segurança contra incêndio, “principalmente no que tange à rota de fuga”. Neste caso, moradores são advertidos da proibição de se instalar qualquer objeto que represente uma barreira nos percursos das áreas comuns ou próximos a mangueiras e extintores.

Fonte: Direcional Condomínios

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