3 de abril de 2014   Publicado por: Garante Araribóia

Experiência a serviço do condomínio

A gestão condominial abrange uma lista de especialidades tão vasta quanto às que estão presentes nos serviços médicos necessários aos cuidados com o nosso corpo. Engenheiros, arquitetos, advogados, contadores e administradores – são muitos os campos de conhecimento relevantes para gerir o condomínio.

Como os síndicos raramente reúnem uma gama tão abrangente de experiências, contar com a ajuda de moradores que possam contribuir na solução de problemas, cada qual na sua especialidade, é sempre bom. E eles podem fazer isto integrando uma comissão no condomínio.

Obras lideram ranking – As obras são as responsáveis pelo maior número de comissões criadas, seja pela complexidade da empreitada, seja pela necessidade de um aporte maior de recursos para sua execução. Mas, os síndicos podem propor à assembleia a criação de grupos de trabalho para quase todos os fins.

“O condomínio pode criar a comissão que quiser, basta especificar a sua finalidade na assembleia que escolherá também os seus integrantes”, explica Manoel Maia, síndico com mais de 30 anos de experiência, presidente de uma administradora de condomínios, vice-presidente do Secovi-Rio e advogado especialista em Direito Imobiliário.

Estabelecer finalidade, integrantes e forma de atuação em assembleia é o básico para se ter uma comissão que, por princípio, visa ajudar a administração condominial a pesquisar soluções possíveis, orçar e examinar propostas para algo que se quer fazer no condomínio.

Dependendo do nível de conhecimento do integrante, ele pode até acompanhar a execução da obra, avaliando a qualidade do serviço prestado.

Por isto, o fundamental é buscar integrantes com conhecimento e experiência profissional sobre o que o condomínio precisa realizar. “Se há profissionais experientes com quem possa trocar informações e obter sugestões, busco a sua colaboração”, diz Maia.

Participação e democracia – O síndico do Condomínio Alfa Barra, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, conta que já se valeu das comissões em duas ocasiões, quando os condôminos aprovaram a adoção do circuito interno de TV e quando o edifício realizou uma grande reforma na fachada. “Considero muito saudável e recomendo como uma forma de dividir responsabilidades e somar forças”, enaltece.

Ele defende que as comissões são especialmente indicadas para quando a solução exige a aplicação de cotas extras ou o acesso ao dinheiro do fundo de reserva.

“Para toda a obra que envolve certo valor, procuro envolver mais pessoas. São mais cabeças pensando juntas, participando da tomada de decisão, o que diminui o peso sobre os ombros do síndico”, explica.

Nas duas vezes, agrupou de quatro a seis pessoas e realizou com elas reuniões periódicas para planejar etapas, afinar pesquisa de empresas prestadoras de serviços e agendar a apresentação de propostas aos moradores.

“No dia a dia da obra, geralmente não há mais tanta participação. As pessoas se envolvem mais até saber o quanto vai custar a solução. Mas, para mim, isto já é muito”, considera Tarange.

O síndico se diz um privilegiado porque entre os moradores do condomínio há engenheiros, auditores e até administradores de imóveis, o que o deixa tranquilo para trabalhar, pois sabe que poderá sempre contar com uma ajuda especializada.

“Não é obrigatório que o síndico domine todos os campos de conhecimento necessários à complexa administração do condomínio. Ele tem os profissionais do mercado para ajudá-lo no que for preciso. Se estiverem entre os condôminos, melhor ainda. Convide-os para integrarem uma comissão”, aconselha Maia.

Para compor uma comissão

  • Solicite durante as assembleias a colaboração de condôminos nas áreas que dominam, exemplificando no que podem ajudar, se engenheiro em uma comissão de obra, se contador, na conferência das contas e balancetes, se eletricista em uma comissão para reforma do PC de luz, e assim por diante
  • Coloque em assembleia a decisão sobre integrantes, finalidade e forma de atuação de cada comissão
  • Para instituir comissões não é necessário que haja regra prevista na convenção condominial. Portanto, aspectos como número limite de integrantes fica à cargo da disponibilidade e da necessidade
  • Sugira a escolha de um coordenador que distribua funções, convoque reuniões e faça a comunicação entre os integrantes e entre estes e o síndico, conselheiros e demais condôminos, especialmente se o grupo de trabalho for muito grande
  • Exemplifique quando é recomendável a criação de uma comissão e o que ela pode fazer para facilitar o processo. Um exemplo pode ser no momento em que o condomínio quer adotar um plano de segurança, com a necessidade de selecionar soluções e estabelecer normas que exigirão a participação de todos
  • Deixe claro que o limite do poder de uma comissão é apresentar sugestões. A decisão final será sempre da assembleia
Fonte: iCondominial
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