17 de dezembro de 2015   Publicado por: Garante Araribóia

Especialistas em administrar

O síndico morador, modelo considerado ideal para cuidar do condomínio, está cada vez mais raro. Falta de tempo e disposição de encarar a tarefa diminuíram o número de interessados e o jeito é buscar ajuda especializada.

Em geral, o síndico morador conta com os serviços de um escritório de contabilidade para cuidar da documentação e contas do condomínio. Na ausência dele, a opção é contratar o síndico profissional para a função. Esse indivíduo não é residente, tampouco estará à disposição pelo mesmo período que um morador. Por outro lado, tem conhecimento específico e administra o condomínio como se fosse uma empresa.

O restante do trabalho (parte burocrática: controle de ponto dos funcionários, pagamento, recolhimento dos encargos trabalhistas) continua a cargo do escritório contábil ou de uma administradora de condomínios, empresa que reúne síndicos profissionais, contadores, advogados, equipes de cobrança, fornecedores e profissionais de diferentes áreas de interesse de um condomínio (instaladores, eletricistas, vigias, técnicos de informática e segurança, entre outros).

Como contratar

A orientação do Sindicato da Habitação e dos Condomínios de Maringá (Secovi) é escolher a opção que melhor atenda às necessidades de cada condomínio. Em Maringá várias administradoras tem como parceiros síndicos profissionais (pode-se contratá-los por meio delas). A Euro Administradora é um exemplo. A empresa recomenda ou indica síndicos profissionais caso o condomínio não tenha nenhum candidato. Na Condomini, as diretoras da administradora também são síndicas profissionais.

Rosana Castilho, proprietária da Condomini e diretora do Secovi, diz que as empresas ainda precisam vencer algumas barreiras. “Em condomínios mais antigos os moradores são conservadores e resistentes a ideia de que o síndico não vai estar lá o tempo todo. Por outro lado, alguém ‘de fora’ facilita a solução de vários problemas. Pode-se manter o síndico morador e dar suporte a ele via administradora.”

Custo variável

Em relação ao custo-benefício na contratação desse tipo de serviço ganham a praticidade da terceirização, transparência e garantias previstas em contrato. “Os valores variam de um condomínio para outro conforme a complexidade da administração”, enfatiza.O mandato do síndico profissional tem a mesma duração do síndico morador.

CONTRATE O QUE REALMENTE PRECISA

Cada administradora oferece pacotes de serviços personalizados mais ou menos flexíveis. Por meio delas pode-se contratar apenas o síndico profissional e a contabilidade ou assessoria jurídica ou tudo isso e ainda a equipe de manutenção para as edificações e a piscina, jardinagem, eletricista ou pintor eventual.O custo também pode ser negociado em contratos mais longos ou com mais serviços agregados.

EMPRESAS DE SP JÁ TEM REGULAMENTAÇÃO

O PROAD – Programa de Autorregulamentação da Administração de Condomínios já existe em São Paulo e diferencia as administradoras de condomínio que cumprem requisitos de estrutura, processos, tecnologia, gestão, recursos humanos, know how e ética na prestação de serviços.


PROFISSIONAIS. Relações são mais transparentes. —FOTO: DIVULGAÇÃO

Inadimplência cai até 95% com assessoria especializada

Para quem está avaliando se vale a pena contratar profissionais especializados para administrar o condomínio, uma boa razão é que a relação pessoal dá lugar a uma abordagem mais profissional e isso pode ajudar não apenas a minimizar conflitos e resolver pendências na equipe, como para acertar as contas com moradores inadimplentes. Levantamento nacional divulgado pelo Secovi -SP estima que, após a contratação de síndicos ou administradoras, os condomínios conseguiram reduzir a inadimplência em 95%.

Especialistas

A carreira de síndico profissional pode começar com planejamento ou por acaso. Em Curitiba, de acordo com o Secovi da capital, a maioria das pessoas que atuam no segmento é de gente que vivenciou a experiência de síndico morador e gostou – e resolveu investir na carreira.Muitos trabalham sozinhos, outros se unem a contadores e advogados para montar administradoras.

O gerente financeiro de condomínios do Secovi/PR, Dirceu Jarenko, afirma que aqueles que manifestam interesse em trabalhar na área podem buscar capacitação e aperfeiçoamento em cursos e palestras promovidos pelo sindicato e outras entidades do segmento. Os cursos servem de formação inicial para o síndico profissional trazendo temas como administração do condomínio, condomínios sustentáveis, cursos de legislação, contabilidade, tecnologia, relacionamento interpessoal, segurança e liderança.

Jarenko destaca que seja síndico profissional ou morador, é fundamental saber lidar com pessoas, ser paciente e organizado. Essas características facilitam a abordagem e negociação com prestadores de serviço, fornecedores, na hora de negociar preços ou contratos e para gerenciar a equipe de funcionários, ainda que não permaneça no local diariamente.

“Esse tipo de prestação de serviços já tem perfil dominante em algumas regiões. Em Porto Alegre e no Rio de Janeiro as administradoras são maioria, já aqui em Curitiba, há maior disponibilidade de síndicos profissionais. Esses indivíduos administram vários condomínios simultaneamente, então se associam a outros profissionais para constituir novas administradoras”, diz Jarenko.

Escolha bem feita

Sobre qual formato de administração seria o “ideal” do ponto de vista dos especialistas, o diretor do Secovi afirma que a composição recomendada ainda é a somatória de forças – um síndico-morador assessorado por especialistas.

Por outro lado, acrescentar profissionalização ao serviço de administração do condomínio traz diversas vantagens. A tendência é ter processos mais ágeis, maior flexibilidade para lidar com problemas de relacionamento entre moradores do condomínio por não ser um deles. O síndico contratado tem olhar “de auditor” para identificar falhas no desempenho da equipe de portaria, zeladoria e manutenção.

/// Juliana Fontanella

Fonte: O diário

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