6 de fevereiro de 2014   Publicado por: Garante Araribóia

Especialistas dão dicas para diminuir as despesas no verão

A chegada do verão e o forte calor aliado às férias escolares de janeiro, além da maior permanência das pessoas em casa sob os efeitos das altas temperaturas, refletem nas contas de condomínio, que ficam mais caras por conta do maior consumo de água e de energia elétrica.

Apesar disso, o uso contínuo de aparelhos de ar-condicionado e os muitos banhos por dia, para aliviar a sensação térmica no corpo, não são atos que síndicos pretendem cercear dos seus vizinhos para inibir o aumento nas contas do condomínio, mas outras medidas são adotadas por eles para evitar que os valores sejam um problema para os condôminos, evitando ainda que haja inadimplência.

De acordo com o síndico profissional e presidente do Sindicato dos Condomínios de Niterói e São Gonçalo (SinCond), Alberto Machado Soares, de 62 anos, neste ano, por conta dos recordes de temperatura, as contas de água e energia aumentaram, no mínimo, de 20% a 25%, mas o normal é crescer entre 10% e 15%.

“O consumo realmente aumenta e fica difícil fazer economia nessa época. Às vezes, a pessoa toma de três a quatro banhos por dia, por exemplo, e realmente é complicado pedir as pessoas para racionarem água e luz.

Têm casos em que a gente consegue conciliar um mês que foi mais fraco, com o posterior, pois a maioria dos condomínios está rateando a água mensalmente, em função desse consumo maior”, explica o síndico.

Quanto à energia elétrica, Alberto conta que já utiliza luzes econômicas durante todo o ano, nos três condomínios em que trabalha. Ele planeja futuramente substituí-las por lâmpadas de LED, que poupam cerca de 80% de energia elétrica e têm durabilidade bastante superior às comuns.

“A LED é muito mais econômica que qualquer outra, mas ainda tem preço muito alto. Quando conseguirem reduzir os preços, ela será a escolha mais vantajosa, porque a incandescente sairá de linha”, diz ele.

Para o representante do SinCond, a inadimplência dos condôminos não é afetada pela subida na cota, devido ao consumo dos recursos no verão.

“É mais ou menos igual quase que o ano todo. Para isso, é necessário haver sempre a cobrança efetiva. O que não pode é a pessoa não pagar e deixar para depois, porque um condomínio só é uma coisa, mas dois já têm multa e pode virar uma bola de neve”, ressalta.

Já a síndica e moradora de um condomínio em Icaraí, na zona sul de Niterói, Gisele Vichy, de 55 anos, diz que a diferença é mínima nas contas neste período.

“Aqui são apenas 13 apartamentos e não há gente morando em todos, além disso, não existem muitas crianças. Nunca ultrapassamos a taxa mínima de água, mas na luz tive que fazer umas adequações. A maioria acende por sensores e as que não têm este mecanismo, deixamos muito pouco ligadas”, afirma.

Despesas devem ser aprovadas em assembleia

O advogado especializado em Direito Imobiliário e Direito do Consumidor, Arnon Velmovitsky, alerta para o fato de que quaisquer alterações nas contas condominiais devem ser comunicadas aos vizinhos.

“A primeira dica que dou é que sempre se tomem o cuidado de convocar uma assembleia. Todas as despesas e suas mudanças devem ser aprovadas pelos moradores, mesmo que seja sobre um item específico. É fundamental que exista uma previsão orçamentária, e se houver necessidade de aumentar o condomínio pago por mês, é preciso justificar a alta, apresentando aos condôminos que comparecerem à reunião. Já os ausentes, terão que cumprir a decisão da assembleia geral”, aponta.

Outra solução aconselhada pelo especialista seria ratear o valor da conta de água e de energia no período de maior consumo.

“Se no verão gasta-se mais água e luz, o ideal é dividir este custo entre os condôminos em partes iguais, ou através de frações ideais de terreno. No segundo, significa que se a sua fração foi maior que outras, você irá pagar mais água e mais energia do que os outros”.

Para estabelecer o critério das frações de cada imóvel são consideradas características como número de quartos e pessoas, garagem e área externa. Este último no caso das coberturas.

Segundo Arnon, alguns condomínios grandes têm instalado medidores individuais de água em cada unidade para aferir o consumo de cada um “Os condomínios recebem uma conta única,pois as concessionárias de água não disponibilizam esta tecnologia, e tem o trabalho de aferir mensalmente o que cada pessoa gastou para fazer a divisão.

“Dessa forma, o critério é mais justo, porque, às vezes, há uma cobertura que é muito grande, mas que mora uma pessoa sozinha. E existem outros casos que em um quarto e sala moram dez pessoas”, argumenta.

Apesar de haver discordância quanto ao consumo e o que cada vizinho deve pagar, se a forma de divisão dos recursos na conta, tiver sido aprovada em assembleia, não há o que fazer.

Arnon Velmovitsky explica que, caso algum morador decida não pagar a cota condominial, por não concordar com o valor, ele será acionado judicialmente e o seu imóvel poderá chegar a ir a leilão, se a dívida não for quitada.

Fonte: O Fluminense

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