25 de outubro de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Entenda tudo sobre rosas e saiba como fazer o cultivo

Brasil conta com duas espécies da flor, a tradicional e a mini, e mais de 100 variedades

Existem no Brasil duas espécies comuns – a rosa tradicional e a mini (também conhecida como spray). A primeira conta apenas com um botão em cada galho, ao contrário da segunda, na qual pequenas flores surgem agrupadas. Mas o número reduzido de espécies não afeta a sua variedade. Afinal, é possível encontrar mais de 100 tipos diferentes de melhoramentos genéticos. As variedades apresentam formatos, cores e tamanhos diversos, sendo a “lovely-red”, vermelha e sem espinho, a “ambience”, amarela de bordas vermelhas, e a “híbrido-chá”, sem perfume e de hastes longas, as mais famosas.

Outra espécie que desperta bastante atenção entre os fanáticos por rosas é a chamada “colombiana”. A flor se destaca pela cor intensa, pétala aveludada e pelo tamanho superior ao das rosas tradicionais brasileiras. E um dos fatores que beneficia seu desenvolvimento é a altura do cultivo: mais de 2.600 metros. “Além disso, essa espécie é plantada em locais bem iluminados e com temperatura média de 15º C. Tais condições permitem que ela cresça bem e floresça por mais tempo, em torno de três semanas”, afirma Bruno José Esperança, gerente da Esalflores.

Onde e como plantar

A beleza e o perfume das rosas são bons incentivos para tê-las no jardim. Mas alguns cuidados são necessários antes de escolher o melhor lugar para fazer o plantio. A começar pela incidência da luz do sol. O ideal é cultivar a flor em lugares bem arejados, sem correntes de ar, que recebam de seis a sete horas de sol direto. E nada de excessos, pois as rosas preferem temperaturas entre 20º C e 30º C. É importante ainda apostar em substratos de qualidade (arenosos ou argilosos), caprichar na drenagem e aplicar fertilizantes a cada 60 dias. A irrigação da flor deve ser feita todos os dias no verão, e de modo alternado durante o inverno.

O processo do cultivo da planta exige também momentos de adubação. O indicado é fazer três aplicações ao ano, usando adubos orgânicos ou químicos (sendo o 10-10-10 ou 10-15-10 os mais comuns). Outro aspecto fundamental da manutenção da rosa é a poda. Os meses de junho, julho e agosto são os melhores porque garantem flores na primavera. “Deixe de quatro a cinco gemas por haste nas roseiras. E não se esqueça de retirar flores murchas que afetam o crescimento da planta”, afirma Marcos Brancher, paisagista e sócio da MbFlores. É preciso cuidar ainda para manter fungos e insetos (ácaros, pulgões e larvas) longe das flores. Os primeiros surgem pelo excesso de umidade e o melhor é diminuir as regas, limpar as folhas e aplicar um bom fungicida. Já o problema com insetos é resolvido somente por meio do uso de inseticidas.

Flores em arranjos

Os cuidados de manutenção exigidos no caso de rosas cortadas são diferentes dos relatados acima. O recomendado pelos especialistas é deixar os botões longe da luz do sol, porém em ambientes arejados. E lembre-se de que as flores resistirão por mais tempo se tiverem as pontas de suas hastes cortadas (todos os dias) na diagonal cerca de dois centímetros. Outro aspecto importante é a retirada de pétalas velhas do vaso e a troca da água a cada três dias, sempre mantendo folhas e flores bem irrigadas.

Fonte: IG

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