15 de setembro de 2015   Publicado por: Garante Araribóia

Entenda as diferenças entre banheira e ofurô e escolha o que é ideal para sua casa

Higienização ou relaxamento? Veja para que serve cada um deles

Lá fora a temperatura é baixa, e aqui dentro, após um longo dia de trabalho, você relaxa imerso em um ofurô com água quentinha a 36°C. Sentiu-se o protagonista rico de uma novela? Mas essa cena poderia acontecer na sua casa.

Antes de mais nada, vale explicar a diferença entre banheira e ofurô. O primeiro item é voltado à higiene corporal, por isso sua água é trocada a cada utilização. Já o segundo equipamento tem o objetivo de ser usado para o relaxamento, explicam as arquitetas Celina Galioto Furlan e Carla Todescato.

Ofurô geralmente é de madeira e a água é bem quente para ajudar em tratamentos (Foto: shutterstock)

Ofurô significa banheira em japonês, mas nos rituais familiares do país asiático assumem uma função diferente da que o equipamento tem em nações ocidentais. São usados, lá, para banhos de imersão, em que o ocupante fica sentado e tem água até a altura do ombro, aproximadamente. Podem ser usados por mais de uma pessoa ao mesmo tempo e não têm a água trocada a cada uso, uma vez que o banho é tomado antes do rito de descanso.

Existem várias opções de banheira no mercado. Essa, por exemplo, segue um estilo retrô (Foto: ShutterStock)

Outra característica do ofurô é a temperatura da água, mais alta: em geral, entre 36°C e 40°C. A banheira, por outro lado, permite instalar acessórios como cromoterapia (luzes que mudam de cor) e hidromassagem. Banhos de espuma e de sais podem ser tomados em ambos os equipamentos.

Como escolher? “O primeiro passo é definir o objetivo do usuário: se for apenas para banhos relaxantes, o ofurô é ótimo; se o objetivo é também a higiene corporal, o indicado é a banheira”, resumem as profissionais.

A banheira deve, preferencialmente, ser instalada em um local distinto do chuveiro, mas caso o espaço seja restrito, pode-se usar as duas funcionalidades no mesmo local. Falando em ambientes compactos, as arquitetas pontuam que, atualmente, as fábricas já desenvolvem modelos um pouco menores.

Banheira para a casa

O tamanho da banheira ou do ofurô vai depender primeiramente da área quadrada disponível – seja no banheiro, no loft, na sala de banho, na área fitness ou no dormitório, alguns dos locais que permitem a instalação do equipamento. É preciso levar em conta, por exemplo, que outras facilidades do ambiente tenham acesso livre. Assim, se há um vaso sanitário, é preciso deixar uma área de pelo menos 15 centímetros nas laterais e 40 centímetros na parte da frente até a banheira ou o ofurô. Além disso, o tamanho do “tonel” deve ser ergonômico, ou seja, ser capaz de comportar com conforto o corpo que será imerso nele.

Aprenda a comprar a banheira ideal

E é preciso levar em conta, ainda, o desejo do ocupante. “Há pessoas que têm muita área disponível mas querem um ofurô pequeno, enquanto outros clientes têm um local menor mas sonham com uma banheira grande”, exemplificam Celina e Carla. Para auxiliar no dimensionamento, unindo as necessidades do cliente e as possibilidades do ambiente, elas sugerem a consulta a um profissional.

Um especialista também vai ajudar o morador a escolher o material de confecção dos equipamentos. “As banheiras podem ser encontradas em fibra de vidro, acrílico, louça e Quarrycast [composto de rochas vulcânicas e resina], ou podem ser de alvenaria revestida com película emborrachada”, enumeram as arquitetas. Os ofurôs são, normalmente, feitos de madeira, mas também estão disponíveis em materiais sintéticos apropriados.

ofurô-varanda

Segundo as profissionais, não existe uma regra para combinar o material com o estilo. “É possível ter um projeto moderno e combiná-lo com um ofurô de madeira”, ilustram. O necessário é relacionar o visual da banheira com o de outros elementos da decoração, como puxadores, registros e penduradores de toalha, por exemplo, além de revestimento da parede – azulejos dão ar mais clássico, enquanto porcelanato e granito conferem contemporaneidade – e acabamento imobiliário, entre outros. “Manter o equilíbrio entre os diferentes estilos é a chave para um bom efeito estético”, ressaltam.

Além disso, lembram Celina e Carla, a disponibilidade orçamentária do cliente também pesa nessa escolha, uma vez que os diferentes materiais têm preços distintos. Cromoterapia, hidromassagem e almofadas para a cabeça estão entre os itens que também agregam qualidade – e custo – ao projeto.

Falando em valores, elas aconselham que se pense na instalação da banheira ou do ofurô o mais cedo possível, pois é mais barato prever o equipamento no projeto da casa (antes de ela ser construída) do que reformar um cômodo para receber o tonel. Quanto à preparação, a área precisa ter, entre outros itens de estrutura, uma laje que suporte o peso concentrado (da água somado ao da pessoa dentro do ofurô ou da banheira) e encanamento de abastecimento e de escoamento da água, enumeram.

Em termos de manutenção, o ofurô pode ser limpo com uma esponja, “quando a superfície estiver escorregadia ou houver impurezas secas nela”. Quando é feito de madeira, é preciso, ainda, lixá-lo para remover “pêlos” microscópicos. A banheira é higienizada da mesma forma que outros utensílios do banheiro, com produtos neutros. “Para mantê-la espelhada, uma dica é passar cera liquida periodicamente”, sugerem.

Fonte: ZapImoveis

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