6 de agosto de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

Energia renovada

A sobrecarga elétrica pode acarretar muitos problemas para os condomínios, especialmente os mais antigos

Algumas décadas atrás, tempo em que muitos dos condomínios existentes hoje foram construídos, mal se poderia imaginar a quantidade de equipamentos eletrônicos que passariam a ser utilizados diariamente por horas seguidas. Com o aumento desses gadgets, a rede elétrica também precisou ficar mais potente para aguentar a carga demandada. Mas e os prédios antigos, como podem se adaptar?

Segundo o engenheiro eletricista da Dommer, Antonio Carlos Kreme, se as instalações elétricas foram projetadas e implementadas de acordo com as normas vigentes da época em que o prédio foi construído, sem ‘puxadinhos’ ou sobrecarga, elas apresentarão poucos problemas com o passar dos anos.

Porém, a queima dos fusíveis ou desarme dos disjuntores pode ocorrer, uma vez que a rede não suporte a carga exigida. Se isto acontecer, não hesite em chamar um profissional qualificado.

“Uma pessoa sem conhecimento técnico apenas trocará o fusível ou o disjuntor por um de maior capacidade, que não queima ou desarma, permitindo que a quantidade de energia elétrica utilizada pelo condômino sobrecarregue a fiação e colocando todo o edifício sob risco de incêndio”, explica Kreme.

Potência na medida

Interrupção de fornecimento de energia, variação no nível de tensão, curto-circuito e aquecimento nos cabos e equipamentos de distribuição são alguns dos problemas que a baixa potência na entrada de energia do condomínio pode acarretar, exemplifica o coordenador da ETA Engenharia, Fernando Gimenes.

Para que haja estabilidade sem nenhum risco à vida, é preciso pedir o aumento de carga junto à concessionária de energia elétrica. Um profissional credenciado pelo Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) deve criar o projeto de acréscimo de carga, que precisará ser protocolado e aprovado pela companhia.

Feito isso, é necessário levar esta energia até o apartamento, trocando a fiação da prumada – determinada pela linha vertical – , o que às vezes exige que se troque também a respectiva tubulação.

“Por fim, as instalações internas do apartamento –  quadro de distribuição e fiação – devem ser analisadas, a fim de se determinar se necessitam ou não de atualização”, completa Kreme.

Realizar esta espécie de “inovação elétrica” é fundamental especialmente pela segurança, já que muitos incêndios começam na parte elétrica.

Além disso, regularizar a entrada de energia deixa o condomínio operando com maior estabilidade.

“Também garante à concessionária condições de realizar o dimensionamento adequado para o fornecimento de energia elétrica e, ao responsável técnico, o dimensionamento e distribuição correta para cada condômino”, aponta Gimenes.

Sem susto

  • Não utilize extensões ou benjamins nas tomadas, eles podem triplicar a corrente e sobrecarregar o circuito
  • Se o fusível ou disjuntor queimarem, chame um profissional credenciado
  • Para aumentar a segurança, contrate uma empresa especializada para solicitar o aumento de carga à companhia elétrica
Fonte: iCondominial
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