20 de novembro de 2014   Publicado por: Garante Araribóia

Em busca de uma gestão financeira equilibrada

Apesar de sua imensa importância, são poucos os síndicos que recebem remuneração pelos serviços que prestam. É preciso muito jogo de cintura para cuidar de um condomínio, na maioria das vezes contando com um orçamento limitado. Contudo, independente de ser ou não remunerado, aquele que oferece seu nome para ocupar a função de síndico precisa estar ciente de suas atribuições e responsabilidades.

O presidente da Associação Brasileira dos Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, faz uma análise do atual panorama de endividamento do cidadão brasileiro e de como isso afeta a rotina administrativa dos condomínios. Na sua opinião, ocrescimento da inadimplência por parte das famílias brasileiras em diversos tipos de compromissos faz com que o pagamento do condomínio sofra atrasos, muitas vezes até mesmo de anos por parte do morador. Isso acarreta um problema direto no fluxo de caixa e, consequentemente, não resta alternativa a não ser o aumento para quem é adimplente. “Assim, infelizmente os que pagam em dia terminam pagando por aqueles que não conseguem manter seus compromissos”, resume o educador financeiro. “O primeiro passo que o síndico deve seguir para exercer sua atividade de forma correta financeiramente é fazer uma avaliação da administração dos débitos do condomínio e os meios disponíveis de fazer com que as dívidas sejam pagas”, diz Domingos. Para isso é imprescindível contar com assessoria jurídica e contábil.

Gestão - Reinaldo Domingos, que é autor do livro “Terapia Financeira”, recomenda que o condomínio tenha uma boa gestão financeira.  “Uma gestão financeira que possa honrar com os compromissos em dia é vital. Uma recomendação minha é procurar uma boa administradora de condomínios, para que a mesma possa assumir todas essas responsabilidades fiscais, previdenciárias, trabalhistas, dentre outras. Com isso o síndico poderá exercer seu papel como um autêntico administrador, sendo bem assessorado” esclarece.

De acordo com o educador financeiro, é preciso estruturar em conjunto com a administradora um orçamento mensal e anual, com as aprovações de todas as despesas por parte do conselho fiscal e realizar as assembleias periódicas, a fim de prestar contas de tudo. “Lembramos que a responsabilidade quanto aos órgãos fiscais é total do síndico, por isso da importância de ter uma administradora eficiente e eficaz para sua segurança”, ressalta.

Poupança - Além de honrar com as obrigações básicas do condomínio, o síndico junto a seus condôminos devem envidar esforços para fazer uma poupança para urgências. Essa reserva de caixa deve ter um montante capaz de suportar imprevistos, como uma reforma emergencial, uma demissão, na qual terá que arcar com as verbas rescisórias, como a multa sobre o fundo de garantia do empregado demitido e até mesmo uma possível ação trabalhista.

Para ser um síndico é preciso antes de tudo saber que toda decisão deve passar por aprovações em assembleia e é importante lembrar que, mesmo saindo do cargo, o síndico ainda responde pelas atividades de sua gestão. Mas nem tudo é problema, existem as recompensas. Um bom síndico que cumpre com suas obrigações também é elogiado e pode deixar um grande legado do bem, de pessoa ilibada e colaboradora por se responsabilizar pelo patrimônio coletivo.

Fonte: Jornal do Síndico

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