6 de março de 2014   Publicado por: Garante Araribóia

Em briga de marido e mulher…

Diz a sabedoria popular que “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. O ditado é sábio, mas tem lá suas exceções.

Recentemente acompanhamos o caso do marido que agrediu a esposa e se jogou da janela com o filho do casal, em Osasco. Uma tragédia lamentável, chocante, sobretudo, para quem tem filhos pequenos.

Meses atrás acompanhei outro caso em que o marido, após uma discussão, esfaqueou a esposa, matando-a dentro do apartamento, na presença da filha.

Nesses tristes episódios ocorridos nos condomínios, há preocupantes coincidências: os vizinhos e funcionários acompanhavam brigas frequentes, ouviam gritos e palavrões e notavam algo de estranho no comportamento das famílias, expondo principalmente as crianças.

Mas, em todos os casos, os vizinhos preferiram não se envolver. Afinal de contas, nunca sabemos de que forma as pessoas reagirão a uma interferência externa, sobretudo em suas vidas privadas.

Existe um paradoxo incompreensível, pois as pessoas optam por morar de forma coletiva, compartilhando espaços comuns, mas não selam boas amizades com seus vizinhos.

O contato se limita ao bom dia no elevador. E, com certeza, a falta de amizade e o afastamento entre os vizinhos contribui para a ocorrência de tragédias familiares.

Diante de tal cenário, como agir quando ocorre uma briga no apartamento ao lado? Qual é o limite entre a discrição e a omissão?

Não existe uma regra definida, mas vale elencar algumas dicas, que podem evitar uma tragédia anunciada:

1. Procure conhecer seus vizinhos e manter uma relação de amizade e cooperação com eles;

2. Ao notar brigas graves e frequentes, escolha uma oportunidade para conversar com o vizinho e oferecer ajuda;

3. Em caso de brigas com aspectos de violência física, não hesite em chamar a polícia militar;

4. Quando notar crianças expostas a riscos (físicos ou emocionais), converse com o síndico do condomínio e acione o conselho tutelar, que costuma agir muito bem para preservar a integridade das crianças e adolescentes

Fonte: Folha de São Paulo

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