15 de maio de 2013   Publicado por: Garante Araribóia

É tudo na ponta do lápis

Planejamento e organização formam o time dos cuidados fundamentais para manter um bom convívio no dia a dia. Os pequenos detalhes fazem toda a diferença ao dividir um imóvel.

Dividir um imóvel vai muito além de exigir que o colega lave louças e mantenha a casa limpa: os custos requerem organização

Liberdade, independência, e companhia. Quando as pessoas optam por “dividir um apê” ou até mesmo uma casa, essas são as palavras-chave que atraem logo de início. Porém, nem tudo é sempre um mar de rosas. É preciso ter organização, planejamento e maturidade para lidar com essas mudanças, além de manter as regras de convivência – que são muito importantes para preservar a harmonia entre todos da casa. Com a alta no valor dos alugueis, cada vez mais pessoas – principalmente os jovens – optam por dividir um apartamento. Porém, no final do mês chegam as contas de luz, água, telefone, internet…  Mas quando tudo isso é dividido, as coisas ficam fáceis.
Marlon Muniz de Abreu tem 19 anos e há cinco é casado com Leiliany Alves, de 21. Ambos moram no Gama e são pais de Christopher Mayke, de quatro anos, e Maicon Gabriel, de dois. “O bom de dividir as despesas é que a responsabilidade não está somente com uma pessoa, e é bom quando se tem outro alguém para dividir as coisas. O apoio das nossas famílias foi essencial para administrarmos essas mudanças,” conta Marlon.

Enquanto o casal trabalha, a mãe de Marlon cuida dos dois pequenos. “No início, a maior dificuldade foi quando minha mulher estava grávida do primeiro filho. Eu mantinha a casa sozinho”, recorda.

Planejamento é a base da boa convivência

Apesar de parecer algo de pouca importância, a organização de cada cômodo por parte do respectivo dono faz a diferençaApesar de parecer algo de pouca importância, a organização de cada cômodo por parte do respectivo dono faz a diferença

Para o economista Roberto Piscitelli, a falta de planejamento e organização afetam bastante a convivência entre casais ou em grupo. “A falta de regras e de definições leva a que o desempenho das tarefas necessárias ao bom funcionamento da casa, fique comprometido. Imagine-se numa “república”, se cada um faz o que quer ou apenas o que acha que deve fazer, tudo vira bagunça. Por isso é importante haver uma espécie de código de conduta, com  atribuições precisas e claras,” explica.

E seguindo esse contexto de regras e condutas é que vive o analista judiciário, Rodrigo Cartaxo,  e seus colegas em um apartamento na Asa Sul. Todos são de estados diferentes e moram temporariamente, em Brasília, para concluir alguns projetos relacionados ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).  Segundo Rodrigo, o código de conduta foi estabelecido para a melhor convivência entre todos. “Temos uma planilha com todas as despesas comuns do grupo, como: aluguel, condomínio, internet, entre outros. Todos os gastos são divididos de forma equitativa entre os membros”, diz. Rodrigo foi eleito o tesoureiro da casa e fica responsável por gerenciar a planilha.“Quando alguém não paga, eu ameaço aplicar multa (risos), mas até o momento, nunca precisei aplicá-la”, conta.

A arte de conviver é sempre um desafio. Morar sob o mesmo teto significa fazer escolhas que envolvem aceitação de certos fatores, como por exemplo, compartilhar hábitos, aceitar as fraquezas e as manias da outra pessoa, acostumar-se a diferentes humores, o equilíbrio entre privacidade, intimidade e convívio. Definitivamente, compartilhar uma vida com alguém exige maturidade. É preciso, acima de tudo, que a relação seja clara.

Fora do Brasil

Roberto Piscitelli, economista, defende o planejamento financeiro e cronológico em todas as atividades do imóvel dividido

A convivência em outro país é desafiante para muitas pessoas. Cultura, estilo de vida, e encarar o “novo” também exige muitas responsabilidades. O analista financeiro Rafael Fontes, morou durante um ano na cidade de Monterrey, no norte do México. Na época ele convivia com duas colegas de trabalho – que anteriormente já dividiram apartamento com outras pessoas. “As experiências anteriores nos ajudaram a dividir as tarefas domésticas e todas as outras despesas, com as regras estabelecidas, dificilmente há problema” conta.

Rafael afirma ainda, que o bom disso tudo é a forma igualitária de divisão que revela facilmente as  responsabilidades de cada um com o imóvel, em outras palavras estabelece no subconsciente que “essa é a nossa casa”, o que facilita o convívio em grupo.

Dicas

Algumas dicas são importantes para as pessoas que desejam dividir um imóvel, bem como prevenir e evitar situações desagradáveis:
•    Opte por alguém de confiança, que tenha uma personalidade e um nível cultural parecidos com o seu. Se você for uma pessoa organizada e higiênica, não queira dividir um espaço com alguém desleixado. Com uma pessoa que tenha uma rotina de trabalho similar à sua, a convivência tende a ser mais harmoniosa.
•    Quando a pessoa decide morar sozinha, tudo é motivo de festa. Afinal, a casa é sua, e não há mais pai nem mãe para reclamar. Porém, quando o convívio acontece entre duas ou mais pessoas, pergunte antes se há possibilidade de convidar alguém. Se a festa é coletiva, divida as tarefas para manter o ambiente limpo no dia seguinte.
•    As compras básicas, como produtos de limpeza, papel higiênico, arroz, feijão, macarrão, óleo, devem ser compradas e divididas igualmente. Já os itens considerados “supérfluos”, como iogurte, barra de cereal, queijos, vinho, petiscos, devem ser compras individuais: ou seja, cada um compra o seu e paga também. É aconselhável que as prateleiras da geladeira sejam divididas e nomeadas, para que cada um coma o que for seu.

 

Fonte: Jornal da Comunidade

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