15 de dezembro de 2015   Publicado por: Garante Araribóia

Dicas para uma melhor acessibilidade em condomínios

ÁREA COMUM

  • Providenciar rampas de acesso onde há desnível, com material antiderrapante e corrimão bem fixado de ambos os lados.
  • Caso não seja possível construir rampas, equipamento eletromecânico pode ser uma alternativa.
  • As mudanças de nível (degraus e rampas) devem ser sinalizadas com piso tátil, que serve para avisar às pessoas cegas ou com pouca visão sobre a existência de desníveis, escadas e rampas.
  • Pisos muito polidos ou encerados devem ser evitados. Placas de granito áspero evitam quedas.
  • Não deixar mais de 6% de inclinação em rampas.
  • Comunicação em braile nos elevadores e caixas de correio.
  • Os botões dos elevadores devem ter altura entre 80 cm e 1,20 m do piso.
  • Havendo reforma nos elevadores aproveitar para instalar sinalização sonora, que anuncia os andares.
  • Reservar vagas de estacionamento para pessoas especiais (as mais próximas da entrada ou dos elevadores do edifício).
  • Capachos nivelados no piso, ou que não ultrapassem 1,5 cm de altura.
  • Maçanetas do tipo alavanca são mais fáceis de manusear.
  • Atenção com os locais de instalação de extintores, que podem provocar acidentes.
  • Deixar pelo menos um itinerário acessível para circulação horizontal e vertical.
DENTRO DAS RESIDÊNCIAS
  • Banheiros mais amplos (pelo menos 1,5 m de largura para que o cadeirante possa dar uma volta em torno de si).
  • Circulações com largura mínima de 1,20 m.
  • Portas com 80 cm de largura.
  • Corredores com no mínimo 1,20 m de largura. Caso seja necessário fazer um giro de 360°, o corredor deverá ser de 1,50 m. Para giro de 90° ou 180°, o corredor deverá ser de pelo menos 1,20 m.
  • Espaço na lateral da porta de pelo menos 60 cm, para que uma pessoa consiga abri-la numa cadeira de rodas.
  • Pias, interruptores e interfones em altura acessível (entre 80 cm e 1,20 m do piso).
  • Barras de ferro ao lado do vaso sanitário.
  • Interfone sinalizado em braile.
  • Espelho com inclinação de pelo menos 10° permite que uma pessoa sentada na cadeira de rodas possa se enxergar.
ENTORNO DO CONDOMÍNIO – CALÇADAS
  • Construção e manutenção das calçadas é de responsabilidade do proprietário do imóvel, seja ele residencial ou comercial.
  • Degraus, declives ou vãos para escoamento de água devem ser evitados.
  • O aclive máximo da calçada deve ser de 2%, o que equivale e 2 cm para cada metro linear.
  • Nas vias com pavimentação definitiva, qualquer modificação ou troca de material construtivo requer licença para execução de obra. Para evitar aborrecimentos e prejuízos futuros, construa sua calçada de acordo com o padrão estabelecido pela lei do seu município.
  • As entradas irregulares de garagens dificultam a circulação de pedestres. As rampas para automóveis construídas sobre as calçadas devem ser retiradas.
  • Qualquer declive ou inclinação deve ocorrer após a entrada dos carros atingir o terreno e não em cima do passeio. É muito mais fácil um veículo subir ou descer muitos decímetros do que um pedestre enfrentar degraus e rampas ardilosas.
  • Caminhar ou correr em calçadas com inclinação lateral, além de ser perigoso principalmente em dias de chuva, contribui para ocorrência de lesões, dores nos quadris e coluna, que em muitos casos são resolvidos apenas com cirurgia. Sem contar os riscos de entorse no tornozelo e a dificuldades que cadeirantes, idosos e pessoas com carrinhos de bebê enfrentam em lugares como esses.
  • O plantio de árvores nas áreas gramadas é permitido, mas também exige cuidado: a espécie escolhida não pode desenvolver raízes muito grandes, pois pode danificar a calçada. As espécies recomendadas pela Secretaria do Meio Ambiente são: ipê amarelo, dedaleiro, aleluia e alecrim. Veja mais sobre calçadas na cartilha “Passeio Nota 10”: http://www.vivaocondominio.com.br/ferramentas-e-utilidades

*OBSERVAÇÕES:
– A norma que regulamenta a acessibilidade em edificações, espaço, mobiliário e equipamentos urbanos é a NBR 9050, da ABNT. Em elevadores, é a NBR 13994, da ABNT.
– Lei de acessibilidade: 10.098/2000 (ver especialmente os artigos 11 a 15); ver também a Lei 13.146/2015 (art. 25).
– Existem empresas de engenharia especializadas em acessibilidade.

Fonte: Viva o Condomínio

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