17 de fevereiro de 2015   Publicado por: Garante Araribóia

‘Descarga inteligente’ vira tema de condomínios; economia chega a 60%

A adoção de peças e equipamentos economizadores de água nos apartamentos virou pauta nos condomínios.

Além das recomendações tradicionais de economia, como encurtar o banho e não lavar as calçadas, a troca da válvulas de descarga nos banheiros das unidades já é discutida em reunião de condomínio.

Segundo a Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis em Condomínios de São Paulo), a iniciativa pode garantir uma economia de até 9 litros de água por acionamento. Em um apartamento, a média de redução média pode ser de quase 50 litros por dia.

“A descarga é um dos vilões do consumo de água e, antes, era tida como despesa individual de cada um. Mas como isso se tornou um problema coletivo, é possível, inclusive, propor a troca geral em assembleia”, diz Eduardo Zangari, diretor de Relações Institucionais da Aabic.

Editoria de arte/Folhapress
Nem tão tecnológicos

Segundo Marcelo Takaoka, do CBCS (conselho de construção sustentável), a troca das descargas convencionais por “descargas inteligentes”, com duplo acionamento, pode garantir economia de até 60% no uso da água.

Entre as opções disponíveis, há válvulas de duplo acionamento (com acabamento de parede) e vasos sanitários com caixa acoplada e duas opções de descarga -com a necessidade de contratação de mão de obra especializada para a instalação.

Nos dois casos há redução no número de litros necessários para a descarga. Os novos produtos usam entre seis e quatro litros, de acordo com o tipo de resíduo, contra os até 16 litros usados em descargas mais antigas.

Arejadores de ar e registros no chuveiro com controle de vazão da água são outras opções e não exigem contratação de profissional especializado.

“Esses custam menos e, normalmente, os próprios zeladores tem sido escalados para instalar os produtos para os moradores”, diz Zangari. O diretor completa que não é necessário aprovar a troca da bacia do banheiro em assembleia. “Boa parte dos paulistanos já fizeram isso. No meu prédio, por exemplo, a maioria já fez a troca”, afirma.

Um dos trunfos apontados por especialistas para diminuir o consumo, a medição individual, que é ter um hidrômetro e uma conta própria para cada apartamento, garante economia de 40% na conta, segundo Orestes Marraccini Gonçalves, coordenador do CBCS.

O valor médio da instalação varia entre R$ 450 e R$ 1.500 por apartamento, de acordo com o tipo de obra necessária. “No caso de prédios mais antigos, a individualização é quase impossível”, diz Gonçalves. Se o condomínio ainda não tem previsão para medidores individuais, por exemplo, o valor pode chegar a até R$ 3.000 já que, nestes casos, é preciso também mudar boa parte do encanamento do prédio.

Essas iniciativas, no entanto, precisam estar acompanhadas pelo consumo racional da água. Caso contrário, por mais sofisticado que seja o produto, o objetivo final de redução no consumo ficará comprometido.

Fonte: Folha de S. Paulo

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