22 de janeiro de 2015   Publicado por: Garante Araribóia

Crescem as opções de fiança para aluguel de imóveis

Seguro fiança é a segunda garantia mais utilizada pelos inquilinos, atrás apenas do tradicional fiador

Albari Rosa/Gazeta do Povo / Nova modalidade de aluguel sem fiança considera o cadastro do inquilino para aprovar o negócio

Nova modalidade de aluguel sem fiança considera o cadastro do inquilino para aprovar o negócio

Os primeiros meses do ano costumam ser de intensa procura por imóveis para locação em Curitiba, demanda decorrente da vinda de estudantes e profissionais de diversas áreas para a cidade. O que muitos deles esquecem, entretanto, é que além de caber no gosto e no bolso, o contrato depende da oferta de uma garantia para a locação.

De olho nesse mercado, as imobiliárias têm ampliado o leque de opções ao fiador tradicional e apostado em novidades, como o aluguel sem fiança, para agilizar o fechamento dos negócios.

Apesar da dificuldade de se encontrar uma pessoa disposta a garantir o pagamento do aluguel caso o inquilino não possa fazê-lo, o fiador ainda é a modalidade mais utilizada pelos locatários. Em novembro de 2014, ele apareceu em 71,9% dos contratos fechados, segundo dados do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), ligado ao Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR). A ausência de custos para o inquilino é uma das principais vantagens da modalidade que, em comparação às demais opções, pode não ser a mais segura para o locador. “O fiador que é idôneo, hoje, pode não ter a mesma saúde financeira quando a garantia precisar ser acionada”, avalia Carlos Eduardo Pereira, presidente da Rede Imóvel Fácil.

A segunda garantia mais adotada pelos locatários é o seguro fiança, utilizado em 18% dos contratos assinados em novembro passado. Diferente do fiador, ela demanda investimentos por parte do inquilino, que precisa desembolsar o equivalente a um aluguel a mais por ano para pagar a garantia, que funciona nos moldes do seguro automotivo.

“A seguradora faz uma boa análise do crédito e da capacidade de pagamento do cliente para fazer o seguro. Algumas oferecem serviços de pequenos reparos nos imóveis como forma de compensar o valor pago”, explica Maurício Ribas Moritz, diretor da Imobiliária 2000.

Segundo ele, o título de capitalização é uma das melhores opções para garantir o aluguel. Realizado diretamente com uma instituição financeira, o título fica vinculado à locação e mantém o rendimento do valor pago – que varia de acordo com a imobiliária – até o resgate decorrente do término do contrato de aluguel.

Outras alternativas utilizadas como garantia são o caução fiança (1,7%), desconto em folha (1%) e os aluguéis sem garantia (1,1%). “Não há uma regra, a escolha da fiança depende do perfil do inquilino e do imóvel”, acrescenta Pereira.

Fiança zero

Locação sem garantia é novidade do mercado

Para facilitar a negociação e agilizar o fechamento dos contratos, algumas imobiliárias têm oferecido aos clientes a possibilidade de locação sem fiança. Nela, a garantia para o pagamento do aluguel limita-se à aprovação do cadastro do inquilino.

Carlos Eduardo Pereira, presidente da Rede Imóvel Fácil, explica que o aluguel sem fiança foi possível a partir da revisão da Lei do Inquilinato, em 2009, que garante a rápida desocupação do imóvel em caso de inadimplência. “Para as locações sem garantia, o juiz concede liminar de despejo antes de analisar o mérito do caso”, explica.

A Apolar Imóveis começou a ofertar a modalidade em dezembro. Henrique Vianna, diretor comercial de locação da rede de imobiliárias, conta que o objetivo é reduzir o peso do fiador na garantia e facilitar a locação do imóvel. “A expectativa é de um aumento de 30% nos negócios”, projeta.

Agilidade

O funcionário público Gilsandro Mauricio Arruda foi um dos primeiros clientes a testar a novidade. Ele conta que optou pela modalidade por não ter custos e não precisar de fiador. “Da reserva até a entrega das chaves passaram-se em torno de dez dias. Com o fiador demoraria mais do que isso. O processo foi menos burocrático”, avalia.

Fonte: Gazeta do Povo

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