13 de março de 2015   Publicado por: Garante Araribóia

Consumidores de olho no aquecimento solar

Crise energética favorece uso de equipamentos que usam energia do sol para aquecer água

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O setor de aquecedores solares defende a adesão do sistema aos lares brasileiros

A crise energética jogou luz sobre a antiga discussão das matrizes energéticas, se por um lado o Brasil é rico em águas, sol e vento em algumas regiões, por outro ele é praticamente limitado ao uso da energia hidrelétrica. Com a falta de água e o racionamento de energia em algumas grandes cidades nos últimos meses, o interesse pela energia solar aumentou.

O presidente do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol) da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), Luís Augusto Ferrari Mazzon, afirma que já ouve aumento de interesse dos brasileiros pela tecnologia. “Percebemos que houve aumento em 50% na procura pelos produtos, mas esta não é uma compra feita por impulso, os negócios ainda não foram concretizados nesta porcentagem”, afirma.

De acordo com ele, apenas 1,03% da matriz elétrica brasileira utiliza energia solar. “Não é nada se compararmos com o todo”, comenta. Ele acrescenta que aproximadamente 7% da água consumida no Brasil é destinada ao banho e os aquecedores solares poderiam ser usados justamente para esse fim. “Nós temos o sol incidindo sobre todos os imóveis com muita insolação e há viabilidade de utilização do aquecedor solar para aquecimento de água em todo território nacional”, destaca.

Essa relação custo x benefício da energia solar, tem mobilizado o setor em busca de apoio dos órgãos governamentais para incentivar a adoção do sistema exatamente em substituição à energia consumida pelos chuveiros elétricos. No início do mês a Abrava e a Dasol enviaram um ofício à Presidência da República e órgãos de governo, além de divulgarem uma carta aberta à sociedade brasileira, explicando essas vantagens.

Mazzon lembra que, enquanto a energia proveniente de hidrelétricas ou termoelétricas passam por sistema de transmissão, distribuição, apresentam perdas no processo, custo elevado e ônus ambiental, a energia que vem do sol está em cima dos imóveis e é limpa. “A tecnologia é nossa, a matéria-prima é 100% nacional, a vida útil do sistema é de cerca de 20 anos e ao final dela ele pode ser completamente reciclado. Estamos falando de uma solução que está dentro de casa”, aponta.

Segundo ele, os benefícios não param por aí. “Quando o produto é instalado a família deixa de poluir para aquecer a água. Uma casa com quatro habitantes evita a emissão de 440 quilos de CO2, evita a inundação de 112 m² na construção de novas usinas ou evita o consumo de 430 quilos de lenha ou 110 quilos de gás GLP por ano”, computa.

O sistema de captação de energia solar para aquecimento de água pode ser implantado em todas as casas. No caso de apartamentos, o ideal é que o uso da tecnologia seja previsto no momento de estruturação do edifício. “Em alguns prédios mais antigos é possível implementar o sistema, mas é preciso fazer adequações na rede hidráulica. As vezes são necessárias muitas intervenções e por isso a implantação não é conveniente”, destaca.

Mazzon acrescenta que o mercado brasileiro apresenta bons produtos que foram desenvolvidos de acordo com a realidade brasileira. O sistema residencial gera cerca de R$ 70 de economia em uma casa que consome em média 270 kWh ao mês. “A economia anual é de cerca de R$ 840. Hoje um produto compacto custa para o consumidor final cerca de R$ 2 mil, em dois anos de uso o produto se paga e nos outros anos ele gera economia para a família”, comenta.

Fonte: Folha Web
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