12 de março de 2014   Publicado por: Garante Araribóia

Condomínios mais caros à vista

Após reajuste do piso salarial de funcionários, começam nesta semana as convenções coletivas, mas residenciais já começam a rever balancetes. Especialistas preveem cotas 9% mais altas

O piso salarial de porteiros e zeladores de edifícios foi reajustado em 9%, segundo projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em fevereiro. Com isso, a partir desta semana, começam as convenções coletivas entre os sindicatos de patrões e empregados para, com base neste percentual mínimo, definir qual será o aumento final dos salários. E como o custo com folha de pagamento corresponde a 60% do custo total de despesas gerais, os condomínios começam a rever seus balancetes, e o aumento deve se refletir nas taxas pagas mensalmente pelos moradores.

— O reajuste vai ser considerado junto ao sindicato da categoria. Acredito que o impacto ao morador ficará em torno dos 9% mesmo, tendo como base que, em 2013, o dissídio coletivo foi de 8,5%, com variação final de 9% nas taxas. É o que temos indicado aos condomínios — diz Deborah Mendonça, presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), que pondera: — Não há como precisar quanto isso vai afetar exatamente na taxa de condomínio, pois, em alguns casos, os funcionários já recebem um salário acima do piso. Assim, o reajuste percentual pode ser menor, assim como em outros casos, pode ser bem maior.

Com este novo piso, significa que nenhum novo funcionário contratado por condomínios poderá receber menos que R$ 962,55. Para os municípios onde não há sindicato nem convenção coletiva, o piso é o que muitas vezes acaba valendo, mas, no caso da capital e região metropolitana, por exemplo, o aumento pode ser ainda maior. As conversas devem seguir até maio, possivelmente, com pagamento retroativo a abril, que é o mês base da categoria.

O reajuste mínimo de 9% é considerado insuficiente na avaliação do Sindicato dos Empregados de Edifícios e Condomínios Residenciais, Comerciais e Mistos do do Rio de Janeiro, que começa as negociações com o sindicato patronal esta semana.

Já para Leonardo Schneider, vice-presidente de Assuntos Condominiais do Secovi-Rio e diretor-superintendente da administradora de condomínios Apsa, o aumento mínimo é alto:

— A gente tenta chegar a um acordo para que os condomínios possam arcar sem ficar muito oneroso. E não é só o salário, tem o peso dos encargos também. Alguns conseguem absorver e outros, não — disse Schneider.

De acordo com dados do Secovi, o valor médio da taxa condominial no Rio de Janeiro é de R$ 6,49 o metro quadrado, o que significa que um apartamento de 100 metros quadrados paga uma cota de aproximadamente R$ 649. Apesar das ponderações, os executivos do Secovi e da Abadi concordam que haverá impacto na taxa de condomínio, embora varie de prédio para prédio, e muitos já incluem o acréscimo no orçamento anual.

— A taxa sempre aumenta porque a folha de pagamento pesa bastante despesas de um condomínio. Mas tem, ainda, as despesas com fornecedores, concessionárias de água e luz, que também têm bastante impacto — pontua Deborah.

Fonte: O Globo

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